Reflexões de um Caracol à Beira da Estrada
Será a experiência estética a experiência do mundo.... o devir é um devir estético... ou será que devo atravessar a estrada?
terça-feira, setembro 08, 2009
O Sexo e as Emoções Primárias

O Sexo e as Emoções Primárias


No dia-a-dia somos condicionados por inúmeros factores externos. Alheias ao espírito, as nossas atitudes variam consoante o meio à nossa volta e a nossa saúde emocional.
O facto de termos determinadas reacções, sensações ou estados de espírito não é uma questão meramente casual. Acima de tudo, existe uma forte influência daquilo que nos rodeia e da força que esses factores exercem em nós. Reprimir determinados impulsos não vai auxiliar em nada a nossa personalidade e nem a própria saúde sexual.
Ao longo dos tempos, os povos foram educados para viver consoante a filosofia de vida que lhes era impregnada. Das culturas mais transcendentais às mais realistas, o certo é que 
aos humanos não lhe era dado o direito de soltarem as suas emoções primárias, como a alegria, o medo, a ira ou a pena, que eram guardadas secretamente.

Na verdade, trata-se aqui de reprimir os próprios impulsos e desejos humanos, facto que se tem verificado desde sempre. Recordemos o seguinte: o sentimento mais nobre, como o amor, sempre foi elevado ao máximo, enquanto que o sexo, encarado por alguns psicólogos com uma necessidade primária, era
reprimido e totalmente condenável.
Este era o cenário vivido há alguns séculos atrás, mas com o passar do tempo chegou-se à conclusão que as emoções primárias, tal como outras componentes, são predominantes para a formação da personalidade e desenvolvimento da mesma. Assim, as emoções primárias nada têm a ver com o espiritual, mas sim com os factores que nos rodeiam e com a própria fisiologia hormonal.
As emoções são o fio condutor das nossas acções e gestos, e resultam da conjugação de diferentes géneros de hormonas. Inevitavelmente associadas ao sexo, as emoções primárias são o resultado de um momento ou de uma determinada fase que envolveu um objectivo sexual. Se o mesmo é conseguido surge a alegria, mas caso não se concretize surge a pena. Mesmo que alcance o seu objectivo, mas o mesmo não siga as coordenadas que inicialmente pensou, solta-se imediatamente a ira. O medo, por sua vez, pode surgir após qualquer uma destas experiências, evidenciando uma forma de defesa e salvaguarda.
O sexo e as emoções primárias estão intimamente relacionados. Se não conseguir estabelecer um uso correcto dos mesmos, certamente a personalidade e desenvolvimento sexual não serão os mais saudáveis. Pelo facto da nossa sociedade ter na sua essência uma educação sexual muito puritana e pouco aberta, faz com que as emoções primárias da maioria das pessoas não sejam devidamente desenvolvidas. Este desajuste entre emoções e sexo faz com que não haja um equilíbrio, o que origina um descarrilamento da personalidade da pessoa.
Saiba por isso que as emoções estão relacionadas com a própria saúde sexual. Reprimir emoções, sensações e desejos não causará qualquer positivismo na sua vida. O importante é que a criança, logo desde muito nova, aprenda a soltar os seus impulsos e reacções de maneira a conseguir evoluir na sua personalidade. Pensar o sexo como algo natural e não como uma coisa negativa, ajudará na construção e definição da personalidade de muitos jovens portugueses.
Portanto, saiba que o sexo anda sempre lado a lado com as nossas emoções primárias, e que o bom funcionamento de ambas origina o equilíbrio da nossa personalidade e saúde mental. Reprimir a ira, o medo, a pena ou a alegria acabará por torná-la quase num robôt em que as emoções não são sentidas, mas sim acumuladas, até começarem a surgir outro tipo de emoções, estas já doentias. Acautele-se e eduque os seus impulsos e emoções, para uma melhor conduta diária da sua vida.

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posted by Mikasmokas @ 9/08/2009   0 comments
domingo, julho 12, 2009
Blog a visitar hoje!

http://girlwithaonetrackmind.blogspot.com/

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posted by Mikasmokas @ 7/12/2009   0 comments
sexta-feira, maio 01, 2009
No comments post...

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posted by Mikasmokas @ 5/01/2009   0 comments
quarta-feira, abril 15, 2009
Estatística sexual :)

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posted by Mikasmokas @ 4/15/2009   1 comments
quarta-feira, março 25, 2009
O DESEJO - VI Congresso Internacional Espaço t

O Espaço t – AssociaÇÃo Para o Apoio à IntegraÇÃO Social e ComunitÁria vai realizar nos dias 27 e 28 de Abril de 2009 o VI Congresso Internacional, intitulado “O Desejo” .

Ficha de Inscrição
Programa

O Espaço t promove um espaço de reflexão sobre a importância do desejo no desenvolvimento do Ser Humano.

Pensar o desejo, como algo primordial para a evolução e o bem-estar do próprio indivíduo e da sociedade onde ele está inserido.

Assim, ao longo de dois dias, diversos palestrantes de várias áreas irão reflectir sobre estas temáticas, de forma a promover a reflexão junto do público.

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posted by Mikasmokas @ 3/25/2009   0 comments
segunda-feira, março 23, 2009
Sociedade Digital: (des)Encontros nas Relações Interpessoais
Caminhos - Centro de Desenvolvimento Humano e Consulta Psicológica



Caminhos - Centro de Desenvolvimento Humano e Consulta PsicológicaAv. Heróis do Ultramar, nº 89 - R/Ch
3100 Pombal

tel: 236 213 458 / 961 044 731
fax: 236 213 458
e-mail: caminhospsi@gmail.com


Eventos
Sociedade Digital: (des)Encontros nas Relações Interpessoais

Local: Pombal
Data: 18 Abril 2009

Descrição

Vivemos na era do “Choque Tecnológico”, da Internet Wireless e dos telemóveis, em que tudo parece estar à distância de um clique, incluindo a forma como as pessoas se “encontram” e comunicam. Mas o que mudou afinal? Quais as oportunidades e riscos subjacentes ao uso e abuso de salas de chat como Messenger, Skype, Hi5, assim como envios massivos de SMS e MMS? Será que devemos limitar o uso destes recursos por crianças e jovens? A iniciativa “Sociedade Digital: (des)Encontros nas Relações Interpessoais” surge da necessidade cívica de abordar o inevitável poder do virtual nas nossas vidas. São propostas quatro mesas de trabalho. Numa primeira mesa, será feita uma caracterização da sociedade do “teclar” e do perfil de utilizadores das novas tecnologias em Portugal. Num segundo momento, falar-se-á sobre Messenger, Hi5, SMS, enquanto se discutirão eventuais novos conceitos de Namoro e de Amizade, e procurar-se-ão minimizar os efeitos intensos do “choque tecnológico” na vida familiar. Em seguida, serão desenvolvidos os aspectos associados às Cyberpatologias, nomeadamente a apresentação dos sinais comportamentais subjacentes à Ciberdependência, a criminalidade sexual online na perspectiva da polícia judiciária, o suicídio promovido pela internet e a análise dos efeitos dos videojogos na agressividade interpessoal. Na última mesa, serão apresentadas formas de promover a segurança online, assim como modos de utilização positiva dos recursos tecnológicos no processo ensino-aprendizagem

Programa

9.00
ABERTURA DO SECRETARIADO

9.30
SESSÃO DE ABERTURA
Presidente da Câmara Municipal de Pombal
Representante do Centro de Saúde de Pombal
Representante da Confederação Distrital de Associações de Pais
Representante da Direcção Regional de Educação do Centro
Representante da Caminhos, Organização

9.45
A SOCIEDADE DO TECLAR
Que sociedade é esta?, Reginaldo Rodrigues de Almeida, Jornalista e Professor Universitário
Perfil dos utilizadores de internet em Portugal, João Fernandes, Novabase
Moderadora: Andreia Azevedo, CAMINHOS

11.00
PAUSA PARA CAFÉ

11.20
MUDANÇAS NO SOFTWARE RELACIONAL
Choque Tecnológico na Família, Ana Paula Relvas, Terapeuta Familiar, FPCEUC
Conviver com o virtual na escola, Helena Damião, Especialista em Ciências da Educação, FPCEUC
MSN, HI5, SMS: novas formas de relacionamento, Mário Jorge Loureiro, Pedopsiquiatra, Hospital Pediátrico de Coimbra
O amor no virtual é…, Marta Crawford, Psicóloga, Especialista em Sexologia Clínica
Moderadora: Teresa Mendes, CAMINHOS

13.00
ALMOÇO

14.30
CYBERPATOLOGIAS
Ciberdependência: não conseguir estar off!,Luís Patrício, Psiquiatra, IDT
Criminalidade sexual online, Camilo Oliveira, Inspector da Polícia Judiciária
Videojogos e violência interpessoal: que relação?, Sofia Arriaga, Psicóloga Social, ISCTE
A Internet e o Suicídio, Marta Roque, Psiquiatra, HUC
Moderadora: Elsa Rodrigues, CAMINHOS

16.00
PAUSA PARA CAFÉ

16.20
EDUCAR PARA AS NOVAS TECNOLOGIAS
“Magalhães” para Pais, Tito de Morais, MiúdosSegurosNa.Net
O Second Life como plataforma de aprendizagem, Paulo Frias, UP
Ensino On Line na Web 2.0, Vitor Santos, Microsoft Portugal
Moderadora: Maura Pedrosa, CAMINHOS

17.45
SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Local

Pombal, Auditório do Teatro-Cine

Horário

Das 9h às 18h

Data

18 Abril 2009

Valor da Inscrição

15 euros

Modalidades de inscrição

Pelo Correio:
Enviar ficha de inscrição para
Caminhos Lda.
Avenida Heróis do Ultramar, 89, r/c3100-462 Pombal

Por internet:
caminhospsi@gmail.com
www.caminhos.pt

Por telefone:
236 213 458
961044731

Faça o pagamento em simultâneo com a inscrição

Modalidades de pagamento

Pagamento por transferência bancária
NIB: 0046 0206 18320300179 10, Banco Popular
Requere-se envio de comprovativo da mesma (que poderá ser electrónico)

Pagamento por cheque
À ordem de Caminhos Lda.
Enviar cheque junto com a Inscrição.

Pagamento por vale postal
Para Caminhos Lda.
Avenida Heróis do Ultramar, 89, r/c3100-462 Pombal

Programa e Ficha de Inscrição

Cartaz

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posted by Mikasmokas @ 3/23/2009   0 comments
domingo, fevereiro 22, 2009
Parecer Jurídico sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo
Parecer juridico sobre casamento de pessoas do mesmo sexo

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posted by Mikasmokas @ 2/22/2009   0 comments
segunda-feira, janeiro 05, 2009
a teoria dos ... 10%
ESTUDO
Amor pode durar mais de 20 anos
05 | 01 | 2009 11.54H

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns casais conseguem se manter apaixonados mesmo depois décadas de união, diz o Globo.

Com a ajuda de exames de tomografia, cientistas da Universidade de Stony Brooks, em Nova Iorque, analisaram a actividade cerebral de casais que estão juntos há mais de 20 anos.

Eles descobriram que 10%, ao verem fotos dos seus parceiros, mostraram as mesmas reações químicas que os casais em início de romance.

Pesquisas anteriores sugeriam que a paixão e o desejo sexual de um casal começam a diminuir por volta dos 15 meses de relacionamento e chegam a desaparecer depois de dez anos.

«Cisnes»

"Os nossos resultados vão contra essa visão tradicional, mas temos a certeza de que o que conseguimos observar é real", disse o psicólogo Arthur Aron, um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, quando os casais de longa data viam fotos de seus parceiros, os seus cérebros indicavam um fluxo maior de dopamina, o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.

Para os cientistas, a descoberta indica que alguns elementos da paixão amadurecem, permitindo que casais de longa data desfrutem do que chamam de "companheirismo intenso e vivacidade sexual".

Os investigadores disseram que esses casais têm o mesmo "mapa amoroso" cerebral que os animais que mantêm os mesmos parceiros por toda a vida, como os cisnes, os arganazes e as raposas cinzentas.

http://www.destak.pt/artigos.php?art=18637

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posted by Mikasmokas @ 1/05/2009   0 comments
domingo, dezembro 21, 2008
Alguns livros para esta época...

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posted by Mikasmokas @ 12/21/2008   0 comments
domingo, outubro 19, 2008
Relações em "V" e em triângulo / Poliamor é um novo modelo de relação

Relações em "V" e em triângulo

00h30m

"Tento não esconder nada a ninguém. É a forma mais eficaz de sermos aceites e respeitados." Álvaro Maia assume, com uma abertura desconcertante, um estilo de vida muito pouco convencional. Mas nada é convencional no percurso deste homem de 38 anos.

Da geração beat ao movimento hippy, do anarquismo à ecologia e ao vegetarianismo, muitas são as influências que integrou no seu percurso. O poliamor surgiu naturalmente quando percebeu que, depois de a sua namorada de longos anos o ter deixado, sentia-se "estranhamente feliz". Foi o fim da monogamia.

Pouco tempo depois, ouviu falar da ecocomunidade Tamera, no Alentejo, e foi lá que descobriu o poliamor. Desde então, já teve várias parceiras e, actualmente, vive com a Caren, uma alemã de quem tem uma filha de dois anos. Caren "destronou" a holandesa Petra da condição de parceira principal, o que não significa que a relação tenha terminado.

Com Petra, Álvaro tem um filho, que nasceu 15 dias antes da menina que gerou com Caren. Nos primeiros tempos, a situação não foi pacífica, mas agora os três têm uma boa relação e a hipótese de Petra deixar Amesterdão para passar a viver, em Sintra, com Álvaro e Caren e as três crianças (duas da alemã e uma da holandesa) está a ser ponderada. A acontecer, será um triângulo aberto (os três elementos relacionam-se intimamente com os outros dois e têm liberdade para viverem relacionamentos com pessoas exteriores à rede).

A família de Álvaro bem como os moradores da aldeia de Penedo - Espírito Santo sabem do seu estilo pouco convencional de vida. E aceitam. Álvaro não esconde que não foi fácil aos seus pais aprovarem o modelo de conjugalidade que escolheu, mas acabaram por compreender e desistiram de se opor às escolhas de Álvaro. Já aconteceu aparecer com duas mulheres nas reuniões familiares e a situação foi pacífica. "Ao longo da vida, sempre assumi as minhas escolhas, mesmo quando não eram convencionais. Não escondo quem sou."

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1031178



Poliamor é um novo modelo de relação

HELENA NORTE

Relações múltiplas, simultâneas e consentidas. Não é só sexo. Sexo e afecto. Amores múltiplos. Poliamor. Um conceito novo para uma prática que sempre terá existido e que desafia um dos tabus maiores da nossa sociedade: a monogamia.

Uma nova forma de conjugalidade, sem exclusividade afectiva e sexual e com igualdade de direitos. O que significa que não há lugar para traições, ilusões ou infidelidades. Porque ninguém é enganado.

Não se trata de apenas sexo, como acontece com o swinging ou a infidelidade sexual consentida, em que os envolvimentos emocionais estão proibidos. No poliamor (ou polyamory), a afectividade é a dimensão mais importante.

"O poliamor retira o peso excessivo ao sexo", defende Ana ou Antidote como é conhecida no activismo do poliamor ou da não monogamia responsável. E acrescenta: "O mandamento da monogamia, da exclusividade, é substituído pelo mandamento da honestidade: não pode haver ninguém enganado".

Difere também da poligamia - prática em que um dos cônjuges (normalmente o homem) tem vários parceiros - pela democratização dos direitos. "A não fidelidade masculina era socialmente aceite, enquanto a infidelidade feminina sempre foi, e ainda é nalgumas culturas, severamente punida. O poliamor é uma estratégia de democratização das relações íntimas", sublinha João Oliveira, sociólogo e docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Lisboa).

Não se sabe quantos poliamorosos existem em Portugal. A introdução do conceito, no nosso país, é relativamente recente. A mailing list poly_portugal conta com cerca de 60 participantes, número que não traduz a real dimensão da comunidade de poliamorosos em Portugal, explica Ana, uma das moderadoras do fórum.

Lara criou, há cinco anos, o site poliamor.pt, que recebe cerca de 170 visitas por mês. Mais recentemente, começaram a organizar-se, em Lisboa, encontros semanais de pessoas interessadas nesse estilo de vida.

O facto de agora começar a ser divulgado um conceito que traduz o que muitos já sentiam como sendo a sua forma de estar nos relacionamentos, mas não sabiam como designar, pode "facilitar a que apareçam mais pessoas que se identifiquem com essa prática", considera o sociólogo.

Neste modelo, não são os papéis de género que organizam a relação nem é a tradição que regula o que é ou não permitido. "É uma proposta com o objectivo de libertar as pessoas de formas de relacionamento que as limitam", sublinha o investigador.

Para Gabriela Moita, psicóloga clínica especializada em sexualidade e docente universitária, "o ser humano não é monogâmico ou polígamo por natureza". "É a socialização que nos ensina a forma de pensar e seleccionar os sentimentos, levando-nos a reprimir ou a permitir certo tipo de emoções", acrescenta.

"Quase todas as pessoas já sentiram emoções por várias pessoas ao mesmo tempo. Mas, o que normalmente acontece é a pessoa colocar-se em causa, considerando que há algo de errado consigo ou com a relação que tem. E, como é socialmente condenado, acaba por escolher um dos sentimentos", explica a psicóloga.

Este é o comportamento mais habitual, o que não significa que seja o mais saudável. "Tudo o que traga liberdade aumenta a saúde mental", frisa Gabriela Moita, acrescentando que o que causa problemas é o "amor dependente". Ou seja, "esperar que o outro nos complete e seja tudo para nós".

Trata-se, porém, de uma opção que não é fácil de assumir. À excepção de um caso, todas as pessoas que falaram ao JN solicitaram o anonimato. Por receio de sanções familiares, sociais e até profissionais. Colocar em causa a monogamia é encarado como um ataque à instituição do casamento e espoleta reacções extremas.

Mas será que as novas formas de conjugalidade são uma ameaça social? "O poliamor é uma alternativa de estilo de vida, um outro modelo de relacionamento. Não ameaça nem substitui o que já existe", defende o sociólogo João Oliveira.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1031151


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posted by Mikasmokas @ 10/19/2008   0 comments
Amores múltiplos sem tabus

afinal, em Portugal, já há, de forma significativa (caso contrário os jornalistas não fariam artigos sobre isto) seres humanos que fazem do seu modo de vida aquilo que é o meu discurso sobre o ser humano e as suas relações sexuais e afectivas ao longo da História da Humanidade....

Amores múltiplos sem tabus

Histórias de portugueses que assumem o fim da exclusividade e vivem relações abertas com vários parceiros. Sem fidelidade e sem enganos

HELENA NORTE, JOSÉ ANTÓNIO DOMINGUES

Lara e Jorge estão juntos há 12 anos. Logo no início da relação, descobriram que não sentem ciúmes e que ficavam felizes por ter outros relacionamentos. Alex tem uma namorada há oito meses e, embora não ande à procura de outros relacionamentos, não exclui essa possibilidade. Michael vive sozinho, mas mantém, actualmente, três relações. Ana vive com o companheiro e tem duas namoradas, uma delas deverá ir viver com o casal e formar um "V" aberto.

"Se um pai tem um filho e, depois, nasce um segundo filho, o amor que tinha pelo primeiro não fica diminuído. E se nascer um terceiro filho, o pai vai amar os três, sem que o amor por cada um diminua. Nós somos capazes de amar várias pessoas em simultâneo, sem que isso signifique dividir o amor", defende Lara. Jorge, o companheiro, concorda: "Há menos stresse na relação porque não há a pressão de sermos tudo para a outra pessoa".

Lara e Jorge são predominantemente heterossexuais, embora ambos já tenham tido experiências com pessoas do mesmo sexo.

Família alargada e aberta

As várias relações que mantêm não colocam em causa a sua união e gostariam de alargar a família a outros elementos. Foi o que aconteceu, durante algum tempo, com outro casal. Viviam em casas próximas e partilhavam as suas vidas e as suas camas, mas uma mudança de cidade ditou o afastamento. "A situação ideal era que mais pessoas entrassem para a nossa família e que partilhássemos tudo, sexo incluído", sublinha Jorge. O casal gostaria de ter filhos e de os educar no seio desse modelo de família alargada.

Alex considera que "não há satisfação plena com uma pessoa", pelo que está sempre aberto à possibilidade de ter várias relações em simultâneo. "Cada pessoa desperta uma faceta diferente", explica este brasileiro de 31 anos a residir em Portugal há sete. "Se tudo na Natureza é cíclico, porque há-de o amor ser eterno?", questiona.

Ana percebeu muito cedo que era capaz de amar várias pessoas ao mesmo tempo. Mais: que ficava feliz se o companheiro também o fizesse. Essa descoberta permitiu que ambos aprofundassem uma vivência que sai dos parâmetros da tradicional exclusividade monogâmica, mas que, aparentemente, resulta: estão juntos há 15 anos. E até resistiu a uma revelação que poderia ser fatal para um casal convencional - ela descobriu que, afinal, é lésbica.

Sexo não define relação

Os rótulos são manifestamente estreitos para compreender um estilo de vida que desafia algumas das mais enraizadas tradições da nossa sociedade. Ela sente-se lésbica, mas não prescinde da sua relação com Miguel, porque considera que não é o sexo ou a atracção e intimidade físicas que definem uma relação. Diz que é o "desejo e a capacidade de fazer planos em comum, a longo prazo" que caracterizam uma relação.

E é uma relação que tem com Miguel, que considera seu companheiro, não obstante ser lésbica. Ele, por seu lado, também mantém relações com outras mulheres, algumas das quais também já se relacionaram, de forma íntima, com Ana, mas tal "não é obrigatório".

De casal para "V" aberto

Miguel também já partilhou as parceiras de Ana. O que não acontece agora. Ela tem duas namoradas. Uma delas vai mudar-se lá para casa e constituir um "V" (relação em que apenas um dos elementos se relaciona intimamente com os outros dois). Um "V" aberto, o que significa que todos têm liberdade de se relacionarem com outros parceiros exteriores à constelação. Ana, Miguel e outra mulher já viveram num "V" fechado ou em polifidelidade (fiéis entre si), mas este modelo não colhe as preferências do casal.

Confuso? A rede pode ainda ser mais complexa. O limite é o tempo. "O meu coração é elástico, mas o tempo não. Por isso, não começo relações de que depois não posso cuidar", sublinha esta activista de poliamor ou da não monogamia responsável, como prefere designar. Na sua opinião, a prática consentida de relações múltiplas e simultâneas "retira o peso excessivo do sexo numa relação". "Podemos ter uma pessoa com quem nos queremos relacionar para o resto da vida, mas o sexo não é bom. Se for possível ter sexo com outra pessoa, com total honestidade e sem magoar ninguém, é muito melhor", garante.

Embora encarado sem tabus, o sexo não define as relações, muito menos os sentimentos. Michael confessa ainda amar duas das mulheres com quem se relacionou no passado. Uma delas é mãe de um dos seus filhos e uma das suas melhores amigas. "Amo-a e não temos sexo há muitos anos." Noutros casos, a relação passa pela cama. Actualmente, relaciona-se de forma íntima com três mulheres - todas sabem que não são exclusivas. Afirma que sente amor por todas, mas assume que o sentimento não é igual, porque o "amor constrói-se, solidifica-se com o tempo".

Gestão dos ciúmes

Mesmo assumindo que o amor não se divide, antes multiplica-se, a questão dos ciúmes não é fácil de gerir. Ana assume-os, mas entende que são uma manifestação do medo de se perder o outro e não um sinal de posse. "Consegui desconstruir o sentimento de posse associado ao ciúme e percebi que, no meu caso, significa o medo de perder, que surge quando me sinto insegura".

Para Lara, o facto de o companheiro encontrar outras pessoas com quem se sente bem a partilhar a sua intimidade é motivo de alegria. "Sinto prazer ao ver que as pessoas de quem gosto estão bem", garante. "Escolho todos os dias estar com Jorge tendo a liberdade de saber o que é amar outras pessoas. E com ele passa-se a mesma coisa. Dá-me mais confiança saber que ele, tendo a liberdade de estar com outras pessoas, escolhe todos os dias estar comigo. "O resultado é uma relação mais sólida, profunda e verdadeira, asseguram.

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posted by Mikasmokas @ 10/19/2008   0 comments
quinta-feira, setembro 04, 2008
Rir sem recurso a substâncias ilicitas.. :)


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posted by Mikasmokas @ 9/04/2008   0 comments
segunda-feira, setembro 01, 2008
Séries incitam ao sexo fora do casamento

2008-08-07

A instituição do matrimónio não é respeitada pelas séries televisivas norte-americanas, que glorificam o sexo fora do casamento em detrimento da intimidade marital. Pelo menos, assim o dita um estudo encetado pelo organismo que regula o conteúdo televisivo nos Estados Unidos, denominado Parentes Television Council.

Uma das conclusões é que estas ficções "parecem estar activamente a procurar minar o casamento ao pintá-lo constantemente como algo negativo". Segundo Tim Wenter, citado pelo El Mundo, mais grave ainda é o facto de veicularem obsessivamente comportamentos "que há uma década eram considerados inapropriados para televisão", influenciando as crianças. Troca de parceiros, pedofilia e pornografia são banalizadas , sendo que referências a condutas como sadomasoquismo ou voyeurismo são mais frequentes do que as relativas ao sexo no âmbito do matrimónio.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=976012


Comentário: as séries apenas procuram reflectir a realidade social, cultural e histórica, sendo que esta é muito mais complexa que a simplificação televisiva.


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posted by Mikasmokas @ 9/01/2008   0 comments
quinta-feira, julho 31, 2008
Os Segredos Sexuais dos Portugueses

No Destake vem o mesmo em versão reduzida e é basicamente isto:

Usar a lingerie da mulher
ou andar nu pela
varanda são algumas das fantasias
que os portugueses relatam
aos sexólogos nacionais,
revela a edição desta semana
da revista SÁBADO.
Poucas vezes, dizem, já que
aquelas quemais levamos lusos
a este tipo de consulta
continuam a ser as queixas
habituais, como a disfunção
eréctil, no caso dos homens,
ou a falta de desejo sexual,
quando se tratadas senhoras.
Apesar disto, poucos são os
que procuram ajuda para os
problemas que atormentam
os casais por entre os lençóis.
De acordo com um estudo divulgado,
em primeira mão,
pelaSÁBADO, realizado pela
psicóloga e sexóloga Ana
Carvalheira, apesar de 33%
manifestaremo desejo de ter
ajudaquando emcausaestão
os problemas sexuais, só 1,3%
das mulheres inquiridas admitiramtê-
la procurado.
Histórias na primeira pessoa
ASÁBADO narra ainda, na
primeira pessoa, algumas
histórias de fantasias sexuais
que provocam a cisão entre
os casais, como o casodePedro,
casado com Carolina,
que gostava de vestir roupa
interior feminina no momento
da intimidade a dois. Ou
ainda a situação de Beatriz,
incapaz de se satisfazer.Histórias
comuns, garantemos
especialistas.
Fantasias escondidas
O sexo anal ou oménage a
trois são algumas das fantasias
acalentadas pelos homens,
avança ainda a SÁ-
BADO, que partilha também comos
leitores alguns
dos desejos do sexo feminino, que a vergonha obriga
tantas vezes a esconder, como
o ter sexo à noite na
praia. E para os que não sabem,
mas querem descobrir,
disponibiliza um teste
para ficar a conhecer qual a
sua personalidade erótica. 

Elas fantasiam em cobrar por sexo

De acordo com o estudo da sexóloga
Ana Carvalheira, 90%
das mulheres masturbam-se,
na maioria dos casos através do
toque, mas noutros menos comuns
a andar de bicicleta ou
como jacto de água do chuveiro.
Em relação às fantasias, a
maioria das mulheres, acima
dos 40 anos, falam de quererem ser
possuídas por uma força
sobrenatural, enquanto outras
ficam excitadas com a ideia
de cobrar pelo acto. Entre as
fantasias comuns a homens e
mulheres, destaca-se o ter sexo
em locais públicos, como praias
ou parques de estacionamento.

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posted by Mikasmokas @ 7/31/2008   0 comments
sexta-feira, maio 16, 2008
O Amor em Roma



Pierre Grimal
Editora:
Edições 70
Colecção:
História Narrativa
Tema:
História
Ano:
2005
Tipo de capa:
Brochada
ISBN 9789724412412 | 283 págs.








CONTEÚDO

Desde o início da História os Romanos cantaram, louvaram, valorizaram o amor. O amor está no centro das suas preocupações, tal como está no centro do edifício dos costumes e da vida social. Antes de tudo ligado ao sagrado, dissocia-se para se tornar instituição, antes de se diversificar nas suas práticas e nas suas representações, no Séc. I a.C. É então que se torna verdadeiramente livre, e que os poetas se emparelham para cantar todas as suas nuances. É para muitos crucial em certos destinos políticos - pensemos em César, Cleopatra, Marco António, ou Tito e Berenice -, e para outros na degradação do Império - recordemo-nos de Messalina, Nero, e outros...

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posted by Mikasmokas @ 5/16/2008   0 comments
domingo, março 23, 2008
Sexo, Orgias e História
Histórias das Orgias
de Vários
Preço: EUR 17,85 (conversor)
Editor: Edições Século XXI
ISBN: 9789728293253
Ano de Edição/ Reimpressão: 2003
N.º de Páginas: 208
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 23 x 2 cm

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posted by Mikasmokas @ 3/23/2008   0 comments
segunda-feira, junho 25, 2007
humm....

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posted by Mikasmokas @ 6/25/2007   0 comments
domingo, junho 10, 2007
Repressão do corpo e do sexo
As sociedades que mais reprimem o corpo e o sexo são aquelas que mais escondem os seus verdadeiros desejos:

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posted by Mikasmokas @ 6/10/2007   0 comments
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