Reflexões de um Caracol à Beira da Estrada
Será a experiência estética a experiência do mundo.... o devir é um devir estético... ou será que devo atravessar a estrada?
segunda-feira, março 23, 2009
Sociedade Digital: (des)Encontros nas Relações Interpessoais
Caminhos - Centro de Desenvolvimento Humano e Consulta Psicológica



Caminhos - Centro de Desenvolvimento Humano e Consulta PsicológicaAv. Heróis do Ultramar, nº 89 - R/Ch
3100 Pombal

tel: 236 213 458 / 961 044 731
fax: 236 213 458
e-mail: caminhospsi@gmail.com


Eventos
Sociedade Digital: (des)Encontros nas Relações Interpessoais

Local: Pombal
Data: 18 Abril 2009

Descrição

Vivemos na era do “Choque Tecnológico”, da Internet Wireless e dos telemóveis, em que tudo parece estar à distância de um clique, incluindo a forma como as pessoas se “encontram” e comunicam. Mas o que mudou afinal? Quais as oportunidades e riscos subjacentes ao uso e abuso de salas de chat como Messenger, Skype, Hi5, assim como envios massivos de SMS e MMS? Será que devemos limitar o uso destes recursos por crianças e jovens? A iniciativa “Sociedade Digital: (des)Encontros nas Relações Interpessoais” surge da necessidade cívica de abordar o inevitável poder do virtual nas nossas vidas. São propostas quatro mesas de trabalho. Numa primeira mesa, será feita uma caracterização da sociedade do “teclar” e do perfil de utilizadores das novas tecnologias em Portugal. Num segundo momento, falar-se-á sobre Messenger, Hi5, SMS, enquanto se discutirão eventuais novos conceitos de Namoro e de Amizade, e procurar-se-ão minimizar os efeitos intensos do “choque tecnológico” na vida familiar. Em seguida, serão desenvolvidos os aspectos associados às Cyberpatologias, nomeadamente a apresentação dos sinais comportamentais subjacentes à Ciberdependência, a criminalidade sexual online na perspectiva da polícia judiciária, o suicídio promovido pela internet e a análise dos efeitos dos videojogos na agressividade interpessoal. Na última mesa, serão apresentadas formas de promover a segurança online, assim como modos de utilização positiva dos recursos tecnológicos no processo ensino-aprendizagem

Programa

9.00
ABERTURA DO SECRETARIADO

9.30
SESSÃO DE ABERTURA
Presidente da Câmara Municipal de Pombal
Representante do Centro de Saúde de Pombal
Representante da Confederação Distrital de Associações de Pais
Representante da Direcção Regional de Educação do Centro
Representante da Caminhos, Organização

9.45
A SOCIEDADE DO TECLAR
Que sociedade é esta?, Reginaldo Rodrigues de Almeida, Jornalista e Professor Universitário
Perfil dos utilizadores de internet em Portugal, João Fernandes, Novabase
Moderadora: Andreia Azevedo, CAMINHOS

11.00
PAUSA PARA CAFÉ

11.20
MUDANÇAS NO SOFTWARE RELACIONAL
Choque Tecnológico na Família, Ana Paula Relvas, Terapeuta Familiar, FPCEUC
Conviver com o virtual na escola, Helena Damião, Especialista em Ciências da Educação, FPCEUC
MSN, HI5, SMS: novas formas de relacionamento, Mário Jorge Loureiro, Pedopsiquiatra, Hospital Pediátrico de Coimbra
O amor no virtual é…, Marta Crawford, Psicóloga, Especialista em Sexologia Clínica
Moderadora: Teresa Mendes, CAMINHOS

13.00
ALMOÇO

14.30
CYBERPATOLOGIAS
Ciberdependência: não conseguir estar off!,Luís Patrício, Psiquiatra, IDT
Criminalidade sexual online, Camilo Oliveira, Inspector da Polícia Judiciária
Videojogos e violência interpessoal: que relação?, Sofia Arriaga, Psicóloga Social, ISCTE
A Internet e o Suicídio, Marta Roque, Psiquiatra, HUC
Moderadora: Elsa Rodrigues, CAMINHOS

16.00
PAUSA PARA CAFÉ

16.20
EDUCAR PARA AS NOVAS TECNOLOGIAS
“Magalhães” para Pais, Tito de Morais, MiúdosSegurosNa.Net
O Second Life como plataforma de aprendizagem, Paulo Frias, UP
Ensino On Line na Web 2.0, Vitor Santos, Microsoft Portugal
Moderadora: Maura Pedrosa, CAMINHOS

17.45
SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Local

Pombal, Auditório do Teatro-Cine

Horário

Das 9h às 18h

Data

18 Abril 2009

Valor da Inscrição

15 euros

Modalidades de inscrição

Pelo Correio:
Enviar ficha de inscrição para
Caminhos Lda.
Avenida Heróis do Ultramar, 89, r/c3100-462 Pombal

Por internet:
caminhospsi@gmail.com
www.caminhos.pt

Por telefone:
236 213 458
961044731

Faça o pagamento em simultâneo com a inscrição

Modalidades de pagamento

Pagamento por transferência bancária
NIB: 0046 0206 18320300179 10, Banco Popular
Requere-se envio de comprovativo da mesma (que poderá ser electrónico)

Pagamento por cheque
À ordem de Caminhos Lda.
Enviar cheque junto com a Inscrição.

Pagamento por vale postal
Para Caminhos Lda.
Avenida Heróis do Ultramar, 89, r/c3100-462 Pombal

Programa e Ficha de Inscrição

Cartaz

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posted by Mikasmokas @ 3/23/2009   0 comments
terça-feira, janeiro 20, 2009
Internet Romances: The Frequency and Nature of Romantic On-Line Relationships
Internet Romances: The Frequency and Nature of Romantic On-Line Relationships

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posted by Mikasmokas @ 1/20/2009   0 comments
domingo, outubro 19, 2008
Relações em "V" e em triângulo / Poliamor é um novo modelo de relação

Relações em "V" e em triângulo

00h30m

"Tento não esconder nada a ninguém. É a forma mais eficaz de sermos aceites e respeitados." Álvaro Maia assume, com uma abertura desconcertante, um estilo de vida muito pouco convencional. Mas nada é convencional no percurso deste homem de 38 anos.

Da geração beat ao movimento hippy, do anarquismo à ecologia e ao vegetarianismo, muitas são as influências que integrou no seu percurso. O poliamor surgiu naturalmente quando percebeu que, depois de a sua namorada de longos anos o ter deixado, sentia-se "estranhamente feliz". Foi o fim da monogamia.

Pouco tempo depois, ouviu falar da ecocomunidade Tamera, no Alentejo, e foi lá que descobriu o poliamor. Desde então, já teve várias parceiras e, actualmente, vive com a Caren, uma alemã de quem tem uma filha de dois anos. Caren "destronou" a holandesa Petra da condição de parceira principal, o que não significa que a relação tenha terminado.

Com Petra, Álvaro tem um filho, que nasceu 15 dias antes da menina que gerou com Caren. Nos primeiros tempos, a situação não foi pacífica, mas agora os três têm uma boa relação e a hipótese de Petra deixar Amesterdão para passar a viver, em Sintra, com Álvaro e Caren e as três crianças (duas da alemã e uma da holandesa) está a ser ponderada. A acontecer, será um triângulo aberto (os três elementos relacionam-se intimamente com os outros dois e têm liberdade para viverem relacionamentos com pessoas exteriores à rede).

A família de Álvaro bem como os moradores da aldeia de Penedo - Espírito Santo sabem do seu estilo pouco convencional de vida. E aceitam. Álvaro não esconde que não foi fácil aos seus pais aprovarem o modelo de conjugalidade que escolheu, mas acabaram por compreender e desistiram de se opor às escolhas de Álvaro. Já aconteceu aparecer com duas mulheres nas reuniões familiares e a situação foi pacífica. "Ao longo da vida, sempre assumi as minhas escolhas, mesmo quando não eram convencionais. Não escondo quem sou."

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1031178



Poliamor é um novo modelo de relação

HELENA NORTE

Relações múltiplas, simultâneas e consentidas. Não é só sexo. Sexo e afecto. Amores múltiplos. Poliamor. Um conceito novo para uma prática que sempre terá existido e que desafia um dos tabus maiores da nossa sociedade: a monogamia.

Uma nova forma de conjugalidade, sem exclusividade afectiva e sexual e com igualdade de direitos. O que significa que não há lugar para traições, ilusões ou infidelidades. Porque ninguém é enganado.

Não se trata de apenas sexo, como acontece com o swinging ou a infidelidade sexual consentida, em que os envolvimentos emocionais estão proibidos. No poliamor (ou polyamory), a afectividade é a dimensão mais importante.

"O poliamor retira o peso excessivo ao sexo", defende Ana ou Antidote como é conhecida no activismo do poliamor ou da não monogamia responsável. E acrescenta: "O mandamento da monogamia, da exclusividade, é substituído pelo mandamento da honestidade: não pode haver ninguém enganado".

Difere também da poligamia - prática em que um dos cônjuges (normalmente o homem) tem vários parceiros - pela democratização dos direitos. "A não fidelidade masculina era socialmente aceite, enquanto a infidelidade feminina sempre foi, e ainda é nalgumas culturas, severamente punida. O poliamor é uma estratégia de democratização das relações íntimas", sublinha João Oliveira, sociólogo e docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Lisboa).

Não se sabe quantos poliamorosos existem em Portugal. A introdução do conceito, no nosso país, é relativamente recente. A mailing list poly_portugal conta com cerca de 60 participantes, número que não traduz a real dimensão da comunidade de poliamorosos em Portugal, explica Ana, uma das moderadoras do fórum.

Lara criou, há cinco anos, o site poliamor.pt, que recebe cerca de 170 visitas por mês. Mais recentemente, começaram a organizar-se, em Lisboa, encontros semanais de pessoas interessadas nesse estilo de vida.

O facto de agora começar a ser divulgado um conceito que traduz o que muitos já sentiam como sendo a sua forma de estar nos relacionamentos, mas não sabiam como designar, pode "facilitar a que apareçam mais pessoas que se identifiquem com essa prática", considera o sociólogo.

Neste modelo, não são os papéis de género que organizam a relação nem é a tradição que regula o que é ou não permitido. "É uma proposta com o objectivo de libertar as pessoas de formas de relacionamento que as limitam", sublinha o investigador.

Para Gabriela Moita, psicóloga clínica especializada em sexualidade e docente universitária, "o ser humano não é monogâmico ou polígamo por natureza". "É a socialização que nos ensina a forma de pensar e seleccionar os sentimentos, levando-nos a reprimir ou a permitir certo tipo de emoções", acrescenta.

"Quase todas as pessoas já sentiram emoções por várias pessoas ao mesmo tempo. Mas, o que normalmente acontece é a pessoa colocar-se em causa, considerando que há algo de errado consigo ou com a relação que tem. E, como é socialmente condenado, acaba por escolher um dos sentimentos", explica a psicóloga.

Este é o comportamento mais habitual, o que não significa que seja o mais saudável. "Tudo o que traga liberdade aumenta a saúde mental", frisa Gabriela Moita, acrescentando que o que causa problemas é o "amor dependente". Ou seja, "esperar que o outro nos complete e seja tudo para nós".

Trata-se, porém, de uma opção que não é fácil de assumir. À excepção de um caso, todas as pessoas que falaram ao JN solicitaram o anonimato. Por receio de sanções familiares, sociais e até profissionais. Colocar em causa a monogamia é encarado como um ataque à instituição do casamento e espoleta reacções extremas.

Mas será que as novas formas de conjugalidade são uma ameaça social? "O poliamor é uma alternativa de estilo de vida, um outro modelo de relacionamento. Não ameaça nem substitui o que já existe", defende o sociólogo João Oliveira.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1031151


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posted by Mikasmokas @ 10/19/2008   0 comments
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