Reflexões de um Caracol à Beira da Estrada
Será a experiência estética a experiência do mundo.... o devir é um devir estético... ou será que devo atravessar a estrada?
quarta-feira, abril 01, 2009
Homem nu de vara em pé, a correr nas ruas de Paris

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posted by Mikasmokas @ 4/01/2009   0 comments
domingo, outubro 19, 2008
Relações em "V" e em triângulo / Poliamor é um novo modelo de relação

Relações em "V" e em triângulo

00h30m

"Tento não esconder nada a ninguém. É a forma mais eficaz de sermos aceites e respeitados." Álvaro Maia assume, com uma abertura desconcertante, um estilo de vida muito pouco convencional. Mas nada é convencional no percurso deste homem de 38 anos.

Da geração beat ao movimento hippy, do anarquismo à ecologia e ao vegetarianismo, muitas são as influências que integrou no seu percurso. O poliamor surgiu naturalmente quando percebeu que, depois de a sua namorada de longos anos o ter deixado, sentia-se "estranhamente feliz". Foi o fim da monogamia.

Pouco tempo depois, ouviu falar da ecocomunidade Tamera, no Alentejo, e foi lá que descobriu o poliamor. Desde então, já teve várias parceiras e, actualmente, vive com a Caren, uma alemã de quem tem uma filha de dois anos. Caren "destronou" a holandesa Petra da condição de parceira principal, o que não significa que a relação tenha terminado.

Com Petra, Álvaro tem um filho, que nasceu 15 dias antes da menina que gerou com Caren. Nos primeiros tempos, a situação não foi pacífica, mas agora os três têm uma boa relação e a hipótese de Petra deixar Amesterdão para passar a viver, em Sintra, com Álvaro e Caren e as três crianças (duas da alemã e uma da holandesa) está a ser ponderada. A acontecer, será um triângulo aberto (os três elementos relacionam-se intimamente com os outros dois e têm liberdade para viverem relacionamentos com pessoas exteriores à rede).

A família de Álvaro bem como os moradores da aldeia de Penedo - Espírito Santo sabem do seu estilo pouco convencional de vida. E aceitam. Álvaro não esconde que não foi fácil aos seus pais aprovarem o modelo de conjugalidade que escolheu, mas acabaram por compreender e desistiram de se opor às escolhas de Álvaro. Já aconteceu aparecer com duas mulheres nas reuniões familiares e a situação foi pacífica. "Ao longo da vida, sempre assumi as minhas escolhas, mesmo quando não eram convencionais. Não escondo quem sou."

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1031178



Poliamor é um novo modelo de relação

HELENA NORTE

Relações múltiplas, simultâneas e consentidas. Não é só sexo. Sexo e afecto. Amores múltiplos. Poliamor. Um conceito novo para uma prática que sempre terá existido e que desafia um dos tabus maiores da nossa sociedade: a monogamia.

Uma nova forma de conjugalidade, sem exclusividade afectiva e sexual e com igualdade de direitos. O que significa que não há lugar para traições, ilusões ou infidelidades. Porque ninguém é enganado.

Não se trata de apenas sexo, como acontece com o swinging ou a infidelidade sexual consentida, em que os envolvimentos emocionais estão proibidos. No poliamor (ou polyamory), a afectividade é a dimensão mais importante.

"O poliamor retira o peso excessivo ao sexo", defende Ana ou Antidote como é conhecida no activismo do poliamor ou da não monogamia responsável. E acrescenta: "O mandamento da monogamia, da exclusividade, é substituído pelo mandamento da honestidade: não pode haver ninguém enganado".

Difere também da poligamia - prática em que um dos cônjuges (normalmente o homem) tem vários parceiros - pela democratização dos direitos. "A não fidelidade masculina era socialmente aceite, enquanto a infidelidade feminina sempre foi, e ainda é nalgumas culturas, severamente punida. O poliamor é uma estratégia de democratização das relações íntimas", sublinha João Oliveira, sociólogo e docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Lisboa).

Não se sabe quantos poliamorosos existem em Portugal. A introdução do conceito, no nosso país, é relativamente recente. A mailing list poly_portugal conta com cerca de 60 participantes, número que não traduz a real dimensão da comunidade de poliamorosos em Portugal, explica Ana, uma das moderadoras do fórum.

Lara criou, há cinco anos, o site poliamor.pt, que recebe cerca de 170 visitas por mês. Mais recentemente, começaram a organizar-se, em Lisboa, encontros semanais de pessoas interessadas nesse estilo de vida.

O facto de agora começar a ser divulgado um conceito que traduz o que muitos já sentiam como sendo a sua forma de estar nos relacionamentos, mas não sabiam como designar, pode "facilitar a que apareçam mais pessoas que se identifiquem com essa prática", considera o sociólogo.

Neste modelo, não são os papéis de género que organizam a relação nem é a tradição que regula o que é ou não permitido. "É uma proposta com o objectivo de libertar as pessoas de formas de relacionamento que as limitam", sublinha o investigador.

Para Gabriela Moita, psicóloga clínica especializada em sexualidade e docente universitária, "o ser humano não é monogâmico ou polígamo por natureza". "É a socialização que nos ensina a forma de pensar e seleccionar os sentimentos, levando-nos a reprimir ou a permitir certo tipo de emoções", acrescenta.

"Quase todas as pessoas já sentiram emoções por várias pessoas ao mesmo tempo. Mas, o que normalmente acontece é a pessoa colocar-se em causa, considerando que há algo de errado consigo ou com a relação que tem. E, como é socialmente condenado, acaba por escolher um dos sentimentos", explica a psicóloga.

Este é o comportamento mais habitual, o que não significa que seja o mais saudável. "Tudo o que traga liberdade aumenta a saúde mental", frisa Gabriela Moita, acrescentando que o que causa problemas é o "amor dependente". Ou seja, "esperar que o outro nos complete e seja tudo para nós".

Trata-se, porém, de uma opção que não é fácil de assumir. À excepção de um caso, todas as pessoas que falaram ao JN solicitaram o anonimato. Por receio de sanções familiares, sociais e até profissionais. Colocar em causa a monogamia é encarado como um ataque à instituição do casamento e espoleta reacções extremas.

Mas será que as novas formas de conjugalidade são uma ameaça social? "O poliamor é uma alternativa de estilo de vida, um outro modelo de relacionamento. Não ameaça nem substitui o que já existe", defende o sociólogo João Oliveira.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1031151


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posted by Mikasmokas @ 10/19/2008   0 comments
sexta-feira, agosto 15, 2008
Vivemos na era...
onde na procura do Outro encontramos uma assimetria entre as expectativas de afecto e o retorno obtido (tal e qual uma economia dos afectos), onde muitos nós procuram compensar isso com a descendência biológica. De facto a mesma nada pede a não ser o nosso afecto e retribui-nos de igual modo.. pelo menos durante um certo período de tempo. Mas na essência estamos perante o deslocamento do objecto do verdadeiro afecto que pretendemos quando chegamos à vida adulta. Nada mais imoral, injusto e errado existe que não isto.... as consequências, inclusivé como bem estar espiritual colectivo, ainda estão para vir.

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posted by Mikasmokas @ 8/15/2008   0 comments
quinta-feira, julho 31, 2008
Os Segredos Sexuais dos Portugueses

No Destake vem o mesmo em versão reduzida e é basicamente isto:

Usar a lingerie da mulher
ou andar nu pela
varanda são algumas das fantasias
que os portugueses relatam
aos sexólogos nacionais,
revela a edição desta semana
da revista SÁBADO.
Poucas vezes, dizem, já que
aquelas quemais levamos lusos
a este tipo de consulta
continuam a ser as queixas
habituais, como a disfunção
eréctil, no caso dos homens,
ou a falta de desejo sexual,
quando se tratadas senhoras.
Apesar disto, poucos são os
que procuram ajuda para os
problemas que atormentam
os casais por entre os lençóis.
De acordo com um estudo divulgado,
em primeira mão,
pelaSÁBADO, realizado pela
psicóloga e sexóloga Ana
Carvalheira, apesar de 33%
manifestaremo desejo de ter
ajudaquando emcausaestão
os problemas sexuais, só 1,3%
das mulheres inquiridas admitiramtê-
la procurado.
Histórias na primeira pessoa
ASÁBADO narra ainda, na
primeira pessoa, algumas
histórias de fantasias sexuais
que provocam a cisão entre
os casais, como o casodePedro,
casado com Carolina,
que gostava de vestir roupa
interior feminina no momento
da intimidade a dois. Ou
ainda a situação de Beatriz,
incapaz de se satisfazer.Histórias
comuns, garantemos
especialistas.
Fantasias escondidas
O sexo anal ou oménage a
trois são algumas das fantasias
acalentadas pelos homens,
avança ainda a SÁ-
BADO, que partilha também comos
leitores alguns
dos desejos do sexo feminino, que a vergonha obriga
tantas vezes a esconder, como
o ter sexo à noite na
praia. E para os que não sabem,
mas querem descobrir,
disponibiliza um teste
para ficar a conhecer qual a
sua personalidade erótica. 

Elas fantasiam em cobrar por sexo

De acordo com o estudo da sexóloga
Ana Carvalheira, 90%
das mulheres masturbam-se,
na maioria dos casos através do
toque, mas noutros menos comuns
a andar de bicicleta ou
como jacto de água do chuveiro.
Em relação às fantasias, a
maioria das mulheres, acima
dos 40 anos, falam de quererem ser
possuídas por uma força
sobrenatural, enquanto outras
ficam excitadas com a ideia
de cobrar pelo acto. Entre as
fantasias comuns a homens e
mulheres, destaca-se o ter sexo
em locais públicos, como praias
ou parques de estacionamento.

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posted by Mikasmokas @ 7/31/2008   0 comments
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Casal: Conjugalidade e Ciclo Evolutivo
2006, Dez., 05

LOURENÇO, Maria Madalena S. T. Veiga de Carvalho
E-mail: madalourenco@fpce.uc.pt
Casal: Conjugalidade e Ciclo Evolutivo.
Especialidade: Psicologia Clínica
Ramo: Psicologia
Orientador: Profª Doutora Ana Paula Relvas

O casal é uma entidade extremamente complexa, paradoxal, surpreendente e única, como única é a história de cada casal. Porque faz sentido que existam regularidades nas relações humanas, numa perspectiva sistémica e desenvolvimentista faz-se uma reflexão sobre a sucessão de momentos na vida do casal, que também contarão a história de cada um.


O casal arquitecta a família, inserido num sistema mais vasto, onde se incluem famílias de origem, amigos eventualmente filhos…, e englobando indivíduos que, também eles, mudam enquanto sistemas individuais. Às vezes mais um do que outro… às vezes enquanto cônjuge, colocando dificuldades ao terceiro que é o casal, ser com vulnerabilidades e resiliências que também se transformam ao longo da vida.


Porque o casal se complexifica ao longo da sua própria história, neste trabalho a autora tentou encontrar o que pode ser uma sequência previsível de transformações na conjugalidade, e a identificação de fases desde o seu nascimento. Partindo da proposta de DeFrank-Lynch (1986), que não confirma, a autora verificou que a duração da relação conjugal, o número de filhos e, com menos peso, a fase do ciclo vital da família nuclear do casal, explicam importantes diferenças no seio da conjugalidade. A autora acredita que os resultados deste trabalho podem contribuir, em diversificados contextos de intervenção, para ultrapassar criativamente as inevitáveis crises de que tanto se fala e pouco se sabe.




The couple is an extremely complex, paradoxal, surprising and unique entity, as unique is also the history of each couple. As it makes sense that regularities exist in the human relations, the author thought, on a systemic and developmental perspective, over the sequence of moments in the couple’s life, which will also relate the history of each one.
The couple builds the family, inserted in a wider system, that includes origin families, friends, eventually sons…, and including subjects that, also change while individual systems. Sometimes one more than the other…sometimes while husband or wife, raising difficulties to the third one that is the couple, a being with vulnerabilities and resiliencies which also change during life.
As the couple turns itself more complicated during its one history, in this work, the author tried to find out what can be a previsible sequence of conjugality changes, and identify the phases since its birth. Based on the proposal of DeFranck-Lynch (1986), that is not confirmed, the author verified that the duration of married life, the number of sons and, with less weight, the stage of the couple’s life cycle of the nuclear family, explains important differences in the bosom of the conjugality. The author believes that the results of this work can contribute, in various contexts of intervention, to overcome with creativity the inevitable crisis about which so much is commented and about which rather is known.

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posted by Mikasmokas @ 1/16/2008   0 comments
Mitos do senso comum....
2003, Maio, 29

NOBRE, Pedro Jorge da Silva Coelho
E-mail: pedrojnobre@clix.pt
Disfunções sexuais : contributos para a construção de um modelo compreensivo baseado na teoria cognitiva.Coimbra,ed., aut.,2003, 393p.
Especialidade: Psicologia Clínica
Ramo: Psicologia
Area: Sexologia
Orientador: Prof. Doutor José Augusto da Veiga Pinto Gouveia
Co-orientador: Prof. Doutor David H. Barlow

A presente investigação visa estudar o papel das variáveis de natureza cognitiva e emocional na determinação do funcionamento sexual. No estudo participaram 662 sujeitos de 4 grupos distintos: dois grupos clínicos (49 homens e 47 mulheres com disfunção sexual) e dois grupos da comunidade (303 homens e 263 mulheres da população portuguesa). A amostra clínica foi recolhida na Clínica de Sexologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra e a amostra comunitária foi retirada da população geral portuguesa. Seis questionários de auto-resposta foram desenvolvidos para avaliar as variáveis cognitivo-emocionais: Questionário de Activação de Esquemas Cognitivos em Contexto Sexual (QAECCS – versões masculina e feminina; Nobre & Pinto-Gouveia, 2002); Questionário de Crenças Sexuais Disfuncionais (QCSD – versões masculina e feminina; Nobre, Pinto-Gouveia, & Gomes; 2003), Questionário de Modos Sexuais (QMS – versões masculina e feminina; Nobre & Pinto-Gouveia, 2002).


Os resultados mostraram a inequívoca contribuição das variáveis cognitivas e emocionais na determinação das disfunções sexuais. No que se refere ao papel dos esquemas cognitivos, os estudos demonstraram que, tanto os homens como as mulheres disfuncionais tendem a interpretar as situações de insucesso como um sinal de fracasso e incompetência pessoal. Os homens disfuncionais apresentaram significativamente mais crenças relativas ao mito do “macho latino” e crenças relacionadas com a satisfação sexual da mulher e sua reacção ao insucesso masculino, enquanto as mulheres com disfunção sexual apresentaram mais crenças sexuais conservadoras e crenças relacionadas com o papel da idade e importância da imagem corporal e beleza física no funcionamento sexual. Tanto os homens como as mulheres com disfunção sexual apresentaram significativamente mais pensamentos e emoções negativas no decurso da actividade sexual: pensamentos relacionados com a erecção e a penetração sexual e escassez de pensamentos eróticos nos homens e pensamentos de fracasso e desistência, pensamentos de abuso sexual e escassez de pensamentos eróticos nas mulheres. Estes pensamentos automáticos surgem associados a respostas emocionais de tristeza, desilusão, culpa, irritação e escassez de prazer e satisfação.


Estes resultados contribuem para o crescente reconhecimento da importância de variáveis psicológicas na determinação do funcionamento sexual e sugerem um recrudescimento de intervenções cognitivas e emocionais no tratamento das disfunções sexuais.

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posted by Mikasmokas @ 1/16/2008   0 comments
terça-feira, dezembro 11, 2007
Mulheres e Homens - trabalho, Emprego e Vida Familiar
Actividade, Emprego e Desemprego


Taxa de Actividade, 1998-2006



Taxa de Emprego, 1998-2006



Taxa de Desemprego, 1998-2006


Taxa de Actividade em Portugal e na UE25, 2006

Taxa de Emprego em Portugal e na UE25, 2006

Taxa de Desemprego em Portugal e na UE25, 2006

Salários, Remunerações e Ganhos


Remuneração Média Mensal de Base, 1995-2005 (euros)

Ganho Médio Mensal, 1995-2005 (euros)


Desigualdade Salarial por Nível de Qualificação, 2005 (euros)




Actividades, Níveis de Qualificação e Profissões


Trabalhadores/as por Conta de Outrem, por Nível de Qualificação, 2005


População Empregada, com Contrato de Trabalho Não Permanente, 1998-2006

População Empregada, por Profissão, 2006

População Empregada, por Sectores de Actividade, 2006


Trabalho Não Pago – Tarefas Domésticas e Prestação de Cuidados

Duração Média das Diferentes Formas de Trabalho

Quem Assegura as Tarefas Domésticas?

Quem Assegura os Cuidados à Familia?



FONTE: CITE

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posted by Mikasmokas @ 12/11/2007   0 comments
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