Reflexões de um Caracol à Beira da Estrada
Será a experiência estética a experiência do mundo.... o devir é um devir estético... ou será que devo atravessar a estrada?
quarta-feira, junho 03, 2009
Big Mess... ou o Capitalismo em fase...
The Daily Show With Jon StewartM - Th 11p / 10c
BiG Mess
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quinta-feira, março 12, 2009
Religulous - um filme a não perder!!


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sábado, janeiro 31, 2009
Relações: A química do amor
Relações: A química do amor
Há quem diga que o amor é uma droga: sob a sua acção, o organismo é inundado por uma descarga química que produz efeitos semelhantes aos de um opiáceo.
Nelson Marques
11:00 Sábado, 31 de Jan de 2009


O que é o amor? Será, como escreveu Stendhal, o "milagre da civilização"? Será mais arte que sentimento, como defendeu Paul Morand? Ou será, afinal, "algo que não se define", antes se sente (Séneca, pensador romano)?

O debate é provavelmente tão antigo quanto as inquietações sobre as origens do Homem. Ao longo da História, vários têm sido os poetas, escritores e artistas que, cantando as virtudes do amor, têm contribuído para a compreensão deste fenómeno transcendente e antagónico: tanto é capaz de iluminar-nos a alma e encher-nos de vida como, num ápice, rasgar-nos o coração e apagar qualquer centelha de esperança. "Nascemos para amar", escreveu o político e autor britânico Benjamin Disraeli. "O amor é o princípio da existência e o seu único fim".

Mas, afinal, o que define o amor? A antropóloga norte-americana Helen Fisher, autora de "Porque Amamos - A Natureza Química do Amor Romântico" (Relógio D'Água, 2008), tem vindo a dedicar a sua carreira a decifrar esse enigma. A resposta, defende na obra, é menos romântica e mais previsível do que se esperava. O amor é... química, sentencia friamente. Uma alquimia complexa que envolve duas hormonas sexuais, a testosterona e o estrogénio, e dois neurotransmissores, a dopamina e a serotonina. A ciência, afinal, apenas confirma o senso comum. Quantos de nós já não nos escudamos na "química" para explicar aquele magnetismo incontrolável, o desejo irrefreável, a vertigem sentimental que nos liga a alguém? Química portanto, não simbólica mas literal.

A visão fica a dever muito ao romantismo, mas Fisher vai mais longe. A professora de Antropologia da Universidade de Rutgers socorre-se de Darwin para explicar que o amor, mais do que um sentimento nobre e transcendental, tem um papel evolutivo: existe para permitir a reprodução da espécie. E ainda que, como animais sexuais que somos, não precisemos de amar para nos envolvermos sexualmente, todos procuramos a pessoa ideal para assentar e constituir família. Mais do que máquinas sexuais, somos máquinas reprodutoras, diz-nos Fisher. O amor é apenas um meio para um fim muito mais nobre: a sobrevivência da raça humana. Esqueça, pois, os chocolates Godiva, as trufas, os diamantes e o champanhe caro.

A poção do amor não pode ser comprada nem mesmo na melhor loja. A primeira boa notícia é que existe dentro de cada um de nós. Basta encontrar a pessoa certa para a activar. A segunda é que a ciência pode ajudar-nos a consegui-lo mais eficazmente. Na sua última obra, "Why Him? Why Her?" (Porquê Ele? Porquê Ela?, numa tradução literal), acabada de publicar nos Estados Unidos, Fisher recorre ao seu conhecimento sobre a acção da testosterona, do estrogénio, da dopamina e da serotonina para traçar quatro tipos de personalidade distintas e explicar a sua influência nas relações românticas. Porque se as relações duradouras dependem mais do estatuto e da história de vida em comum, é a compatibilidade entre personalidades que soltará as faíscas no primeiro encontro.

Associados a elevados níveis de estrogénio, os Negociadores são introspectivos e analíticos, revelando grande habilidade para lidar com as pessoas. Cheios de testosterona, os Directores são bastante competitivos, ambicionando desempenhar papéis de liderança. Sob a influência da serotonina, os Construtores são os pais de família dos subúrbios, populares entre colegas e amigos, e pilares das suas comunidades. Por fim, os Exploradores, afectados por uma elevada acção da dopamina, são criativos e energéticos, não dispensando uma boa aventura.

As características de cada um dos tipos de personalidade ajudam a explicar a sua compatibilidade. Construtores e Exploradores tendem a procurar parceiros com o mesmo tipo de personalidade. Os primeiros porque sendo tão tradicionais - "são os casamentos de 50 anos, com cinco filhos", ilustra a autora - dificilmente conseguem tolerar outro tipo. Mais curiosa, sobretudo de um ponto de visto evolutivo, é a atracção entre Exploradores. Quem vai tomar conta das crianças quando ambos estiverem a subir ao Evereste ou no bar a tomar drogas?, interroga-se Fisher. Já Negociadores e Directores completam-se: precisam das características uns dos outros.

"Tudo o que fazemos tem um componente químico", explica Fisher ao Expresso. Conhecer a receita não destrói, contudo, o romantismo, garante a antropóloga. "Podemos conhecer todos os ingredientes químicos de um bolo de chocolate ou de uma cerveja e ainda assim desfrutar do prazer de consumi-los." Nisto do amor, o melhor é deixar espaço para o acaso. É que o coração tem caminhos que a própria razão desconhece.




As três fases do amor

Desejo sexual
É a fase da luxúria, do impulso sexual indiscriminado desencadeado pelas nossas hormonas sexuais, a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres.

Amor Romântico
É a fase da atracção sexual selectiva, do enamoramento e da paixão. É quando perdemos o apetite, a concentração, o sono e a razão. É quando o coração bate mais depressa, as mãos ficam suadas e a respiração parece falhar. A passagem da fase do desejo para a do amor é controlada pela feniletilamina, uma molécula natural semelhante às anfetaminas. Há uma descarga de dopamina e norepinefrina, duas substâncias associadas aos centros de prazer no cérebro. São, na prática, estimulantes naturais do cérebro.

Fase de ligação
É a fase do compromisso, do amor maduro, da estabilidade emocional. Aqui entram em acção sobretudo duas hormonas: a oxitocina, libertada durante o sexo e conhecida como a "hormona do carinho" ou "do abraço"; e a vasopressina, tida como a hormona da fidelidade.


Texto publicado na edição do Expresso de 31 de Janeiro de 2009

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/495182

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segunda-feira, janeiro 05, 2009
a teoria dos ... 10%
ESTUDO
Amor pode durar mais de 20 anos
05 | 01 | 2009 11.54H

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns casais conseguem se manter apaixonados mesmo depois décadas de união, diz o Globo.

Com a ajuda de exames de tomografia, cientistas da Universidade de Stony Brooks, em Nova Iorque, analisaram a actividade cerebral de casais que estão juntos há mais de 20 anos.

Eles descobriram que 10%, ao verem fotos dos seus parceiros, mostraram as mesmas reações químicas que os casais em início de romance.

Pesquisas anteriores sugeriam que a paixão e o desejo sexual de um casal começam a diminuir por volta dos 15 meses de relacionamento e chegam a desaparecer depois de dez anos.

«Cisnes»

"Os nossos resultados vão contra essa visão tradicional, mas temos a certeza de que o que conseguimos observar é real", disse o psicólogo Arthur Aron, um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, quando os casais de longa data viam fotos de seus parceiros, os seus cérebros indicavam um fluxo maior de dopamina, o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.

Para os cientistas, a descoberta indica que alguns elementos da paixão amadurecem, permitindo que casais de longa data desfrutem do que chamam de "companheirismo intenso e vivacidade sexual".

Os investigadores disseram que esses casais têm o mesmo "mapa amoroso" cerebral que os animais que mantêm os mesmos parceiros por toda a vida, como os cisnes, os arganazes e as raposas cinzentas.

http://www.destak.pt/artigos.php?art=18637

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domingo, dezembro 21, 2008
Aquilo que os media europeus não mostram sobre os EUA...

Hunger mounts in the US

By Tom Eley
20 December 2008

As the economic crisis deepens, its human toll is becoming more evident. A new survey of food charities in the United States has revealed a dramatic increase in hunger. Feeding America, the largest hunger-relief organization in the US, says that a growing number of families face difficulties in securing adequate nutrition. Meanwhile food banks have proven ill-equipped to meet the increased demand caused by layoffs and increased food costs, and many have collapsed or have restricted the allotments of food they make.

In a nationwide survey of 160 local food assistance programs, with operations covering virtually every county in the US, Feeding America found that there has been a 30 percent increase in requests for emergency food assistance, and that every food bank has seen an increase in demand for food relief. An opinion poll commissioned by the organization and released simultaneously found that a growing number of low-income families lack sufficient nutrition.

In a chilling statement on social conditions in the US, 72 percent of surveyed food charities said that they are unable to meet the current demands of local communities for assistance. In most cases, the charities have responded by offering smaller distributions to the hungry, and some have been forced to close down.

This is taking place in every region of the country. To cite a few examples, the Food Bank of New York City reported that organizations under its direction "have regularly reported over the past year that their shelves are bare and that they have had to turn people away due to their lack of food." The Cleveland Foodbank reported that the crisis "is moving at a pace so fast that our staff cannot catch a breath." The Food Bank of Corpus Christi, Texas, said that "our agencies are seeing such a drastic increase in new clients that they are having a hard time getting the money to acquire the food we need," while "other agencies are burning out and we are seeing a number of agencies closing their doors." Second Harvest Food Bank of Northeast Tennessee reported that its agencies have asked that it not refer new clients "because they are running out of food."

In its survey of households, Feeding America found that nearly two thirds of low-income households—defined as having an income at less than 200 percent of the official poverty level—said that within the past year "their food didn't last and they could not afford to buy more." Forty percent "ate less than they felt they should," and 36 percent "cut the size of meals or skipped meals because there wasn't enough money for food." A large majority of low-income respondents, 70 percent, said that they are reducing food spending, while 62 percent said they make multiple shopping trips for food "because they didn't have enough money to buy everything at one time." In New York City, in 2008, nearly 40 percent of all households said that they had faced difficulties in procuring sufficient food for their families, a sharp increase over figures from 2007.

Hunger is affecting ever-wider sections of the working class, including two-parent households and the gainfully employed. The survey of food banks found user increases of 99.4 percent among "first-time" users, 74 percent among unemployed workers, 59 percent of those with jobs, and 48 percent among families with children seeking assistance.

"When you hear someone say, ‘I never thought that I would have to come to the pantry to get food,' or to have someone say, ‘I used to donate to the pantry and now I am using it,' that's when you realize how tough things are," a representative of the Community Food Banks of South Dakota said.

A food charity in Bloomington, Indiana, reported that a food bank in what it called "a higher income per capita" area saw an increase from 60 visits per month last year to 700 this year. A food bank in Long Island, New York, said that it has witnessed "increased need among middle class people making between $40,000-$70,000, who are recently unemployed, having health problems, having difficulties managing mortgage payments, and going to pantries and soup kitchens for emergency food assistance." A survey of New York City households found that even among the college-educated, 36 percent faced hardship in 2008 in buying needed food, an increase from 11 percent in 2003. A food assistance program in California reported that it is "seeing people coming to us who have never been a part of our system and who never thought that they would need food assistance."

"We are in a national crisis," said Vicki Escarra, the president and CEO of Feeding America. "We have some food banks reporting as high as a 65 percent increase in need. There are record numbers of new men, women and children, who never thought they would need food assistance."

Financial hardship forces many families to choose among necessities such as food, health care, and home heating. The survey of households revealed that 40 percent of low-income families had, in the past year, been forced to choose between eating and paying for utilities.

The economic crisis is at the root of the growth in hunger. Upwards of 90 percent of food banks attribute the increase in hunger to rising food prices and unemployment. Sixty percent also cite fuel costs, and 52 percent listed the inadequacy of state food stamp programs as a cause.

A press release by Feeding America calls on Congress "to pass economic recovery legislation that will offer desperately needed relief to both low-income Americans and the nation's food banks, as the recent surge in unemployment has pushed millions to the brink of hunger."

Estimates on the size of the "economic stimulus" package that President-elect Barack Obama will put in place have ranged from $400 billion to $900 billion. Democrats have hedged their bets, moreover, by asserting that its passage will depend upon minority Republican support. But whatever its final size and content, Obama's "stimulus" will prove woefully inadequate in the face of the deepest social crisis since the Great Depression. The sums being discussed represent a small fraction of the more than $8 trillion that has already been doled out to the largest financial institutions.

Meanwhile, in the 2009 Federal Budget, only $62 billion has been appropriated for all food assistance programs, including food stamps and school lunches, which for many children provide the only substantial meal of the day.

More than 9 percent of all US households now rely on food stamps, the Supplemental Food Assistance Program, to help meet dietary needs. This is a sharp increase from 2001, when 6 percent used food stamps. But indications are that this number will rise sharply. A number of states, including Oregon and Washington in the Pacific Northwest, have seen record requests for food assistance. Food stamps function as vouchers that can be redeemed at grocery stores. Generally, they may be exchanged only for the cheapest items in stock, and only for staples such as milk, meat, and bread.

The program will not meet the level of hunger provoked by the crisis. In the Feeding America survey of households, one third of food stamp recipients said "their benefits only lasted for two weeks or less." Bureaucratic hurdles prevent a large number of eligible families from receiving aid. Undocumented immigrants, as well as immigrants who have been in the country legally for less than five years, are not eligible. Assistance is pegged to 130 percent of the official poverty level, meaning that large numbers of the so-called "working poor" are ineligible, including many of those surveyed by Feeding America.

Though they paint a grim portrait, the Feeding America surveys on hunger offer only a glimpse of the level of social misery to come. Significantly, the surveys were conducted at the end of November. Since then, layoffs have mounted precipitously.

Fonte

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quarta-feira, dezembro 10, 2008
The Bowmans


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segunda-feira, outubro 27, 2008
Capitalismo: teoria e prática

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sexta-feira, outubro 10, 2008
Eleições Presidenciais nos EUA... ou talvez não..

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segunda-feira, outubro 06, 2008
A vida imita a arte.... da comédia..

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domingo, setembro 28, 2008
Sociologia do Desejo... um caminho a explorar

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sexta-feira, setembro 12, 2008
Chavez no seu melhor...



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Piada do dia só tinha que vir dos EUA e da palhaçada das suas eleições presidenciais

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segunda-feira, setembro 01, 2008
Séries incitam ao sexo fora do casamento

2008-08-07

A instituição do matrimónio não é respeitada pelas séries televisivas norte-americanas, que glorificam o sexo fora do casamento em detrimento da intimidade marital. Pelo menos, assim o dita um estudo encetado pelo organismo que regula o conteúdo televisivo nos Estados Unidos, denominado Parentes Television Council.

Uma das conclusões é que estas ficções "parecem estar activamente a procurar minar o casamento ao pintá-lo constantemente como algo negativo". Segundo Tim Wenter, citado pelo El Mundo, mais grave ainda é o facto de veicularem obsessivamente comportamentos "que há uma década eram considerados inapropriados para televisão", influenciando as crianças. Troca de parceiros, pedofilia e pornografia são banalizadas , sendo que referências a condutas como sadomasoquismo ou voyeurismo são mais frequentes do que as relativas ao sexo no âmbito do matrimónio.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=976012


Comentário: as séries apenas procuram reflectir a realidade social, cultural e histórica, sendo que esta é muito mais complexa que a simplificação televisiva.


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segunda-feira, agosto 18, 2008
Sobre o conflito entre a Rússia e Georgia e as opiniões superficiais
Aconselho, antes de se opinar sobre os recentes acontecimentos na Georgia se coloque em perspectiva mais rigorosa a inversão de caminho que a Russia tomou na era pós-Ialtsin. Este documento realizado nos EUA dá-nos uma visão diferente daquela que a Administração dos EUA insiste em querer passar:
TOWARDS A NEW RUSSIA POLICY

Read this document on Scribd: TOWARDS A NEW RUSSIA POLICY

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sexta-feira, agosto 01, 2008
Os Supercomputadores...

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segunda-feira, março 24, 2008
História de Roma tem paralelismos muito actuais

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Tom Holland diz que "Rubicão" é clássico e contemporâneo


Ana Vitória

"Rubicão - o triunfo e a tragédia da República Romana", de Tom Holland, traça um retrato da República no clímax da sua grandeza - a mesma que levaria à catástrofe da sua queda. Só que, desde que o livro saiu , muitos viram nele paralelismos entre o Império Romano e os Estados Unidos da América.

Tom Holland acha interessante esta leitura e admite mesmo que, de algum modo, é possível de facto estabelecer comparações.

" Com efeito desde sempre Roma foi interpretada e reinterpretada à luz das convulsões mundiais. E para o bem e para o mal também somos os herdeiros da republica romana", adianta

O autor começou a escrever o livro em 2000. "Na altura estava interessado em mostrar as semelhanças entre o actual mundo globalizado e a Roma Antiga. Queria falar da experiência do encontro de culturas. As conquistas romanas de então aproximaram gregos e egípcios forçando-os a absorver a cultura romana, influenciando-os. Só que ,enquanto escrevia o livro, deu-se o tentado do 11 de Setembro, em 2001. E então apercebi-me de que, de alguma maneira, algumas destas situações pareciam estar a repetir-se. Se se pensar no conflito actual com os árabes, por exemplo, é perceptível que há um paralelismo com o que se passou no Império Romano e com o que se está a passar com os Estados Unidos".

Salvaguardadas as devidas distâncias históricas, Tom Holland confessa que lhe interessou a ideia das semelhanças entre o povo romano na história antiga e a actualidade histórica. "A verdade é que se quisermos estabelecer algum paralelo com o que está a acontecer no século XXI e a História esse paralelo levar-nos-á a Roma. Claro que não devemos levar essa semelhança longe de mais, até porque há muitas diferenças entre nós e os romanos. Mas não é completamente descabido fazê-lo. Por exemplo, Miltríades foi um rei que levou o seu país a entrar em guerra com os romanos e, num único dia, comandou a execução de 80 mil romanos. Este foi um deliberado ataque ao prestígio e à economia romana. Em 2001 aconteceu algo como o 11 de Setembro.... Outro exemplo diz respeito ao facto de Octávio ter inventado provas para encorajar o Senado a entrar em guerra com Cleópatra. Os Estados Unidos, também fabricaram provas para justificar a guerra com o Iraque. Os romanos entraram em conflito com o império de Catargo e reduziram-no a um caco impotente. Mas sempre temeram que Cartago recuperasse. Então, sentiram-se plenamente justificados quando desferiram ataques de prevenção contra todos os adversários que parecessem tornar-se demasiado altivos".

Para Tom Holland "não faltam exemplos. O facto é que, no Novo Mundo, a cultura romana foi muito influente. Não é por coincidência que os revolucionários americanos, quando partiram para a constituição da sua nação tinham um senado e um capitólio, em Washington. Claro que os norte- americanos não dirigem um império no sentido do termo que é dado quando falamos do Império dos romanos. Mas a verdade é que, também a exemplo dos romanos os Estados Unidos têm um desejo de imporem a sua influencia".

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posted by Mikasmokas @ 3/24/2008   1 comments
terça-feira, dezembro 04, 2007
Feminist Waves, Feminist Generations

Life Stories from the Academy

Hokulani K. Aikau, Karla A. Erickson, and Jennifer L. Pierce, editorsJustificar completamente


Finding the “2.5 generation”—an alternative to binary feminist categories.

Feminist Waves, Feminist Generations challenges the static figuring of feminist generations that positions the second wave of feminist scholars against a homogeneous third wave. Based on life stories from contemporary feminist scholars, this volume emphasizes how feminism develops unevenly over time and across institutions and, ultimately, offers a new paradigm for theorizing the intersections between generations and feminist waves of thought.

Contributors: Sam Bullington, Susan Cahn, Dawn Rae Davis, Lisa J. Disch, Sara Evans, Elizabeth Faue, Roderick A. Ferguson, Peter Hennen, Wendy Leo Moore, Toni McNaron, Jean M. O’Brien, Felicity Schaeffer-Grabiel, Anne Firor Scott, Janet D. Spector, Amanda Lock Swarr, Miglena Todorova.

"This collection will no doubt find its place on the shelves, and in the hands, or young feminist scholars." —Curve

Hokulani K. Aikau is assistant professor of indigenous politics in the department of political science at the University of Hawai‘i at Manoa. Karla A. Erickson is assistant professor of sociology at Grinnell College. Jennifer L. Pierce is associate professor of American studies at the University of Minnesota.

384 pages | 5 7⁄8 x 9 | 2007

TABLE OF CONTENTS

Acknowledgments

Introduction: Feminist Waves, Feminist Generations
Hokulani K. Aikau, Karla A. Erickson, and Jennifer L. Pierce

1. Feminist Archaeology: What This All Means (After All These Years)
Janet D. Spector

2. Poisoned Ivy: Lesbian and Gay Academics from the 1960s through the 1990s
Toni McNaron

3. Women’s History in the New Millennium: A Conversation across Three “Generations”
Anne Firor Scott, Sara Evans, Susan Cahn, and Elizabeth Faue

4. Traveling from Feminism to Mainstream Sociology and Back: One Woman’s Tale of Tenure and the Politics of Backlash
Jennifer L. Pierce

5. Innovation Is Overtime: An Ethical Analysis of “Politically Committed” Academic Labor
Lisa J. Disch and Jean M. O’Brien

6. Getting My Story Straight: Masculinity through a Feminist Lens
Peter Hennen

7. Sissies at the Picnic: The Subjugated Knowledges of a Black Rural Queer
Roderick A. Ferguson

8. I May Not Know My “Color,” But I Do Know My Politics: “East”/”West” Feminist Encounters
Miglena Todorova

9. Mixed Race and Third Wave Feminism
Felicity Schaeffer-Grabiel

10. Between Wind and Water: Thinking about the Third Wave as Metaphor and Materiality
Hokulani K. Aikau

11. “I Thought She Was One of Us!” A Narrative Examination of Power and Exclusion in the Academy
Wendy Leo Moore

12. A New Wave, Shifting Ground: Women’s Studies PhD’s and the Feminist Academy, from the Perspective of 1998
Dawn Rae Davis

13. Negotiating Feminist Futures: Transgender Challenges and Contradictions of a PhD in Feminist Studies
Sam Bullington and Amanda Lock Swarr

14. On Taking Feminism for Granted: Reflections of a Third Generation Feminist
Karla A. Erickson

Contributors
Index

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posted by Mikasmokas @ 12/04/2007   0 comments
sexta-feira, setembro 28, 2007
Ronald’s Crisis
http://www.visitsteve.com/work/ronalds-crisis

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posted by Mikasmokas @ 9/28/2007   0 comments
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