| quarta-feira, setembro 10, 2008 |
| Reflexões para hoje.... |
Violência contra 190 professores, Correio Manhã de 10-09-2008
Pelo menos 190 professores foram vítimas de alunos e encarregados de educação no último ano lectivo. Segundo João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores e responsável da Linha SOS Professor, os docentes que contactaram a linha são alvo de agressões, ameaças, indisciplina e comportamentos delinquentes. Para as vítimas, que têm entre 20 e 69 anos, o dia de hoje, em que recomeçam as aulas em algumas escolas, é também de regresso ao local do crime.
Pai faz vindimas para pagar livros, Correio Manhã de 10-09-2008
A vida da família de José da Silva Almeida, de 49 anos, nunca foi fácil, mas as dificuldades acentuam-se bruscamente a cada mês de Setembro, no início do ano lectivo. Porque "ter quatro filhos a estudar não é para toda a gente", ainda para mais quando os rendimentos da família são quase sempre incertos.
Portugal menos atractivo para as empresas, Diário Económico de 10-09-2008
Em Portugal, a existência de um balcão único para a criação de uma empresa poupou aos empresários nacionais 230 mil dias por ano em tempo de espera. Este é apenas um exemplo de uma das reformas levadas a cabo para criar um melhor ambiente de negócios em Portugal. Apesar deste esforço, que tem sido intensivo, nos últimos cinco anos, Portugal caiu cinco posições – para a 48ª – no ‘ranking’ mundial elaborado pelo Banco Mundial.
Mais um ano a apertar o cinto, Jornal Negócios de 10-09-2008
Nem na crise de 2003 os portugueses estiveram tão pessimistas quanto à evolução do rendimento das suas famílias nos próximos 12 meses, como nos últimos meses deste ano. Na verdade, nunca desde que o Instituto Nacional de Estatística (INE) iniciou este indicador, em 1997, ele esteve tão baixo.
Ouro e prata no boccia, Jornal Notícias de 10-09-2008
O hino português já se fez ouvir nos Jogos Paralímpicos de Pequim. No torneio de boccia, a comitiva lusa arrecadou o ouro e a prata, uma situação que acontece pela segunda vez na história da competição. João Paulo Fernandes repetiu o ouro conseguido em Atenas 2004 no torneio de boccia (BC1) ao derrotar António Marques, por 8-1 (2-0, 2-0, 4-0 e 0-1). A medalha de bronze foi para o irlandês Gabriel Shelly, que venceu o chinês Yi Wang. "Também é de ouro, mas ainda melhor que a de Atenas", disse João Paulo Fernandes. O atleta luso admitiu que "estava nervoso" para o jogo decisivo com António Marques, mas mostrou-se muito feliz com a vitória.
TV paga cresce acima da Europa até 2012, OJE de 10-09-2008
O mercado da televisão paga em Portugal deverá crescer a um ritmo acima da média europeia entre 2008 e 2012, segundo um estudo da Pricewaterhousecoopers, divulgado ontem. Nos próximos quatro anos, a televisão por subscrição deverá expandir-se 9,3% em Portugal contra 8,3% estimados para a Europa Ocidental, sobretudo pela forte expansão da IPTV - internet protocol television.
TAP ataca rivais low cost na Europa, OJE de 10-09-2008
A TAP vai lançar, já a partir de amanhã, uma mega campanha promocional na Europa, anunciou a transportadora aérea portuguesa. No quadro da sua actual política comercial, a companhia propõe-se avançar com “preços imbatíveis”, o que representa uma entrada em força na concorrência às companhias low cost.Etiquetas: imprensa, pai, professores, reflexões, resumo, tap, tv |
posted by Mikasmokas @ 9/10/2008   |
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| quarta-feira, abril 23, 2008 |
| Hoje o meu pai apareceu na SIC |
Ainda tendo que fazer o relatório da minha ida à França fica antes aqui uma curiosidade, descoberta logo hoje de manhã pela minha filha: http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={1D3E8AE2-3849-48D7-A6F3-C647C7B2D1FA} (façam copy paste do link todo!)Etiquetas: combustiveis, pai, sic |
posted by Mikasmokas @ 4/23/2008   |
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| sexta-feira, março 14, 2008 |
| De que é feito um bom pai? |
ENTREVISTA De que é feito um bom pai? 14 03 2008 14.25H Um pai faz falta. A sua ausência deixa marcas para sempre, tanto nos rapazes como nas raparigas, como todas as mães deviam ter bem presente, sobretudo nos momentos de ruptura. São quase sempre eles que lhes ensinam o gosto da aventura, do desafio, e os ensinam a voar sozinhos. Mesmo num mundo em mudança, não se adivinha que alguma vez venha a expirar o seu prazo de validade.
ISABEL STILWELL - editorial@destak.pt
Para que serve o pai, tirando a parte óbvia? Para dar estabilidade e segurança à família e à comunidade onde os fi-lhos são criados. Tal como a mãe, para permitir a vinculação e servir de modelo aos filhos, sobretudo se forem do mesmo sexo. Também tem, para estes, um papel normativo.Há pais que vivem a gravidez quase como se fosse um processo no seu próprio corpo, outros que são incapazes de «sentir» alguma coisa até a criança já não «escorregar entre os dedos» - qual é o tipo de pai mais «útil» ao desenvolvimento mental de uma criança?Tudo é possível. No campo dos sentimentos, é bom que não existam normas. As normas iriam retirar toda a espontaneidade dos sentimentos que, assim, deixariam de o ser. Os pais, que não geram a vida dentro de si, são surpreendidos e seduzidos por ela. Tanto pode acontecer na concepção como no nascimento ou em qualquer outra altura. Seja qual for o momento, têm sempre um papel importante. Às vezes, esse papel pode realizar-se na sua ausência, através da imagem do pai que as mães (ou outros cuidadores) transmitem aos filhos.O pai atira os filhos ao ar e leva-os à rua sem casaquinhos «por causa do frio» - ajudam a criança a distanciar-se da mãe e a crescer? É bom que lhes ensinem o gosto da aventura, a capacidade de adaptação, a autonomia, sobretudo quando as mães estão mais preocupadas com a segurança. Alguém terá de abrir as portas e ajudar a criança a sair. Às vezes, ombro a ombro.Sente que os mais novos podem estar a crescer sem «pai» por perto - no jardim de infância e na escola primárias são sobretudo professoras, e há mais famílias monoparentais…Para os rapazes criados sem pai nem figuras masculinas, a vida pode ser dramática. Vão ter dificuldades de adaptação na vida adulta, incluindo carreira, profissão e relacionamentos sociais. As raparigas suportam-no me-lhor, podem ter carreiras brilhantes, mas dificuldades nos relacionamentos íntimos com homens.A minha geração - 47 anos assumidos - cresceu a ouvir a mãe dizer «espera até ao teu pai chegar!», como uma ameaça. Será que se inverteram os papéis - muitos pais de hoje respondem «vai perguntar à tua mãe?».Hoje é, na verdade, um pouco assim. A razão está na resposta à pergunta anterior. O certo é que existem muitos divórcios e os filhos são quase sempre entregues aos cuidados das mães, que acabam por formar famílias monoparentais.Há uma grande diferença entre a forma como as fi-lhas e os filhos se relacionam com o pai? E essa diferença é importante para a criança? Não só filha e filho, mas duas filhas ou dois filhos podem ter relacionamentos diferentes com o pai e com a mãe. Se tudo estivesse dentro das normas "psi" (incluindo os complexos de Édipo e de Electra) o parente do sexo oposto daria o suporte afectivo e o do mesmo sexo daria o suporte normativo. Mas as famílias, incluindo, agora, as novas famílias de amigos, são bem mais complexas e variáveis. Felizmente que é assim, pois a diversidade ainda constitui uma grande riqueza da humanidade (apesar dos McDonald's, shoppings e de todos os produtos de consumo uniformizados).No seu último livro (Quem Nos Faz como Somos), diz que o homem é uma espécie em vias de extinção, num mundo progressivamente dominado por mulheres… Provocação à parte, como é que acha que vai ser um pai daqui a 50 anos?A provocação é uma redução ao absurdo. É muito difícil fazer projecções para daqui a 50 anos, não por causa das diferenças de género, mas por causa da mudança energética. Estamos a acabar a civilização do petróleo e ainda não se vislumbra a próxima. A diferença de sexos e, portanto, a existência de pais e mães, foi um recurso da vida, não só humana, mas dos animais evoluídos. Este recurso (que também nos trouxe a morte) permite que as espécies mais adaptadas se mantenham, e as menos adaptadas se possam diversificar. Não creio que, em tempo de crise, a vida dispense este recurso para voltar ao hermafroditismo ou à cissiparidade (uma espécie de clonagem de alguns animais primitivos). Portanto, existirão, sim, pais e mães. Quanto ao papel que cada um possa desempenhar, já não sei. Suponho que será definida como mãe quem gerar os filhos nas suas entranhas. Os pais estarão cá fora para os receber e ajudarem a crescer em segurança.Muitos homens queixam-se de que os tribunais, num caso de um divórcio, dão todo o «poder» às mães, e em muitos casos elas conseguem afastá-los da vida dos filhos. Com que consequências? As mães têm todo o poder sobre os filhos, a começar pelo poder de decidir a sua existência. Mas é falta de inteligência não partilharem esse poder com os pais. O que acontece é que muitas mulheres são incapazes de compreender os homens (parece-me a mim que os homens estão mais bem preparados para compreender as mulheres). Em consequência, põem-nos fora de casa ao mínimo contratempo e deixam crescer dentro delas um rancor que as cega. Não quero dizer que o mesmo não se possa passar com os homens. Mas estes não generalizam tanto o seu rancor e são menos radicais nas decisões de ruptura.Etiquetas: criança, mãe, pai, pais separados, poder paternal |
posted by Mikasmokas @ 3/14/2008   |
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| sexta-feira, fevereiro 15, 2008 |
| Contabilidade dos Afectos I |
Então vamos a ela, tal como os tribunais gostam de tratar os afectos:
Semana de 3 a 10 de Fevereiro (onde incluiu 2 dias de férias do Carnaval)
Tempo em deslocações para estar com a minha filha: 7,1% Tempo acordado com a minha filha: 40,5% (retiradas as horas de sono) Tempo despendido a trabalhar: 11,9% Tempo de sono: 33,3%
No mês de Janeiro todo tive:
Tempo em deslocações para estar com a minha filha: 1,6% Tempo acordado com a minha filha: 9,1% (retiradas as horas de sono) Tempo despendido a trabalhar: 26,9% Tempo de sono: 28,2%Etiquetas: afectos, contabilidade, filha, pai |
posted by Mikasmokas @ 2/15/2008   |
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| quarta-feira, dezembro 26, 2007 |
| Sobre a nova relação simbólica de paternidade |
Correio Braziliense , 18/03/02
Os pais acima da Justiça ANAND RAO Jornalista
Mulheres, parabéns pela emoção e percepção singular com que conduzem a vida. Isto me leva a escrever o artigo, ora em pauta, sobre a participação do homem pai, do novo pai, do novo homem, na criação dos filhos, estando separado do mesmo. A separação, hoje é uma das instituições mais comuns da sociedade; 46% dos alunos matriculados nas escolas públicas são filhos de pais separados portanto, temos que avaliar e analisar a atitude do casal moderno, do “pãe”, que é o pai que supera e moderniza seus limites, e quer participar com suas idéias masculinas na criação, educação, saúde, enfim, toda a emoção e razão que compõe a vida de um filho. No Brasil a Aspase, Associação dos Pais Separados, e Associação dos Pais para sempre, já devidamente constituídas, têm dado grande suporte psicológico aos marinheiros de primeira viagem, pais separados e que se vêm perdidos neste descaminho, que se visto com outros olhos, é um caminho. Tais associações possuem encontros dinâmicos, proporcionando reuniões de auto-ajuda e apresentando projetos de lei no Congresso para maximizar a atuação do pai com o filho. Em Brasília, alguns homens, que se encontraram através de endereços eletrônicos (e-mails) fornecidos pelas Associações supra-citadas, têm mantido contato com o intuito de formar a seção Brasília de uma grande Associação Nacional que está sendo formada após a fusão da Aspase com a Associação de Pais para Sempre, gerando a Aspase - Associação de Pais para Sempre, uma só, forte e unida. Sendo assim, o artigo em questão, é escrito para a mulher moderna, aquela que a cada segundo amplia sua visão de mundo, e através dos seus atos, não quer mais ser a provedora solitária da formação de um filho, mas, quer dividir amigavelmente, de forma madura, com o ex-companheiro, esse desgaste. É bem verdade, que quem fica com o filho após uma separação, tem uma chance enorme de desgastar o relacionamento com o mesmo. Como a Justiça, na maioria de suas sentenças, acredita que a mãe é o celeiro mais próspero para a criação de um filho, muitos pais resumem a paternidade ao exercício de pegar o filho de duas em duas semanas e dormir com o mesmo uma vez a cada quarta-feira. A percepção feminina é singular, além do amplo desenvolvimento social e profissional que a mulher vem obtendo, ela tem repensado a atuação que o ex-companheiro deve ter com relação à criação do filho. A mulher moderna abre espaço para que o mesmo possa se posicionar e discutir a educação, a saúde, enfim, tudo que envolve uma criança no processo de sua formação. Se formada com as percepções masculina e feminina, a criança, com certeza, estará pronta para enfrentar a alegria e os percalços da vida, e a mulher moderna, madura, sabe disso. A disputa pelos filhos é prejudicial ao mesmo. É impossível, no final de um Fla x Flu, os ânimos estarem inalterados. Toda disputa provoca no filho tristeza, desequilíbrio, e nos pais, principalmente os antiquados, vitórias, pois, cada um se vangloria quando uma sentença os favorece. É importante ressaltar que a sentença mais importante está nas mãos do casal, que se moderno em conceitos e atitudes, não leva nem o caso à Justiça, a Justiça passa a ser suporte do nada e a compreensão se faz pela absorção de valores que estão arraigados nos dois que crescem a cada segundo, a cada emoção, a cada razão, vivenciada. Por isso, os dois têm que compreender o raciocínio, o sentimento, a percepção um do outro, ele dela e ela dele, assim, estarão pensando no lado psíquico do filho. Não devem se expor, nem devem expor seu filho, devem simplesmente acordar tudo, e quando não houver acordo, o mais sábio, com certeza, cederá ou enfim, a Justiça, infelizmente, julgará. Vários leitores dirão que isto é utopia. Eu direi, que tudo na vida, a busca de algo novo, sempre no início é utopia. A relação está nas mãos de vocês, pai e mãe, mas, a sabedoria dos atos está nas mãos da maturidade da relação, que geralmente ao enfrentar a dor, se traduz em desacatos, mas pode ser traduzida num encontro com o novo, com uma macro-visão, uma nova forma de ver a vida, que dará suporte e equilíbrio na formação do novo filho, que verá seus pais separados, unidos por uma nova atitude para consigo. Este é um artigo, portanto, em homenagem à nova mulher, que é uma mulher de macro-visão, que quer dividir com o pai a responsabilidade e o desgaste de se criar um filho, não necessitando da intervenção da Justiça para endossar seus atos. A nova mulher e o novo homem sabem muito bem o que querem, e nunca deixarão juiz nenhum orientar-lhes pois, eles estão sendo orientados por uma nova concepção de vida, a concepção de fazer o filho feliz, a concepção de não disputar nada pois, os dois são vencedores, vencedores em tudo e o troféu é o filho que estará com tal atitude, equilibrado, maduro, enfim, feliz. Seu olhar, com certeza, eternizará o brilho singular da paz, pois, sua criação será um arcabouço de soluções, sem impasses, com rumo, com norte, enfim, com amor, que é o sentimento que o filho mais quer, mais sente falta, mais vive e mais ama.
Publicado em 05/08/2004 na coluna Sem Censura do caderno Educação do jornal Folha Dirigida:
A reinvenção do papel do pai
Por Maria Luisa de Moura Carvalho, psicanalista e especialista em psicologia jurídica
Começou bem de mansinho. Ele, como quem não queria nada, afastou a sogra na hora do parto e se fez presente naquele momento único e inesquecível: a chegada do filho já amado. O ato lhe possibilitou construir uma sólida e carinhosa ligação amorosa com seu rebento, bem diferente da que tivera com seu próprio pai.
E assim, timidamente e um pouco sem jeito - afinal estava sob a mira dos olhares incrédulos e críticos das mulheres (até de sua própria mãe!!!) - banhou sua cria, aliviou suas cólicas e o pôs para dormir.
Depois, veio o segundo filho. A mulher, aflita e dividida entre sua profissão e os cuidados com a prole, não encontrou outra maneira a não ser abrir mão do poder materno - outorgado pelos médicos higienistas no século XIX - e, mesmo sentindo-se terrivelmente ameaçada por ter de dividir seu território, deixou que este homem passasse a compartilhar a educação dos filhos.
Assim está surgindo uma nova geração que reinventa o papel de pai, deixando para trás o modelo de pai provedor e autoritário desempenhado pelas gerações anteriores. Estes novos pais começam a ser vistos sozinhos, nas portas dos colégios, nas reuniões escolares, passeando com seus filhotes nos parques, demonstrando carinho e amorosidade antes impensáveis, derrubando com este novo comportamento o mito de que só a mulher está apta naturalmente a cuidar de uma criança.
Nas últimas novelas da TV Globo estes novos pais foram magnificamente retratados pelos personagens de Edu, divorciado (Coração de Estudante), Cristiano, viúvo (Celebridade) e Esteban, pai solteiro (Kubanacan). Os três demonstraram total aptidão e desenvoltura nos cuidados cotidianos das crianças. Sem apelar para ajuda da própria mãe, vizinha ou namorada, resolviam tudo sozinhos e tinham excelente relacionamento com os filhos.
Mas apesar das evidências de que os novos pais começam a se multiplicar, o direito de família tem demonstrado que não está acompanhando esta evolução dos usos e costumes de nossa sociedade. Faço tal afirmação porque nos processos de regulamentação de visitas dos filhos menores, em casos de separação conjugal, os juízes continuam seguindo o padrão que já se tornou clássico: estabelecer as visitas paternas em fins de semana alternados. Não se percebe nos operadores de direito a compreensão de que as caraminguadas e jurássicas visitas quinzenais praticamente impossibilitam a construção e consolidação dos laços afetivos que devem existir entre pais e filhos. A intimidade, a cumplicidade com os filhos torna-se, para os novos pais, sonho impossível.
Como o filho pode ter intimidade com um pai que só vê de quinze em quinze dias? Como não estranhar sua casa, sua eventual namorada ou até mesmo seus pais, irmãos e filhos, ou seja, a outra linhagem, se são vistos apenas esporadicamente? Como se sentir em casa se estes fins de semanas alternados são designados pela Justiça como visitas? E como, ao tornar-se adolescente, irá querer passar o fim de semana na companhia do pai, cuja chance de ter se tornado um estranho aos olhos dos filhos é tão grande?
Por outro lado, como o pai pode reconhecer uma inquietação no filho sem plena convivência com ele? Como acompanhar o desenvolvimento de sua prole, suas descobertas, protegê-los de erros e orientá-los em seus deslizes se são mantidos a distância pela Justiça?
Quantos pais insistem sistematicamente para participar mais da vida de seus filhos e são barrados por ex-mulheres poderosas e controladoras, que preferem educar seus filhos sozinhas, para não perder o poder sobre eles? Como saber do comportamento do filhote na escola, do boletim escolar, se algumas mulheres se vingam de seus ex-maridos privando-os de todas as informações? Pesquisas afirmam que muitos pais acabam se cansando e afastando-se de seus filhos por não se conformarem em desempenhar o papel de visitantes na vida da prole.
Curadores e Juízes, despertem! É chegada a hora de mudar. A psicanálise nos ensina que pai e mãe são fundamentais na formação do psiquismo de seus filhos. Não permitam mais a visita quinzenal. Troquem a fatídica e nefasta palavra visita por convivência familiar, pois usar as palavras certas pode se constituir em reforço simbólico na consolidação dos deveres e direitos entre pais e filhos. Instituam pelo menos um dia na semana para o pai estar com o filho; e que o fim de semana comece na sexta-feira e termine na segunda. Assim teremos crianças e adolescentes mais felizes, certos do amor que pai e mãe nutrem igualmente por eles. Vamos, finalmente, criar condições para que surjam cada vez mais novos pais, apesar do aumento do número de separações conjugais. Amor e convivência familiar nunca são demais!
Feliz Dia dos Novos Pais!
Etiquetas: brasil, criança, mãe, pai, poder paternal, portugal |
posted by Mikasmokas @ 12/26/2007   |
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| segunda-feira, dezembro 24, 2007 |
| Relação simbólica Pai Natal e Natal vs relação simbólica com a figura paterna |
Pais separados Suprindo a ausência paterna Nem tudo na vida é perfeito. Infelizmente. Principalmente quando o pai, seja por motivo de separação da mãe ou por outros acontecimentos, não convive integralmente com o filho. A representação da figura paterna é fundamental na formação, no desenvolvimento e construção moral, social, emocional e psicológica da criança. Mas os filhos de pais separados ou de mães "solteiras" não são mais problemáticos do que os filhos de pais casados. Algumas vezes, observamos na sociedade uma tendência em rotulá-los, que deve ser evitada. "Os filhos necessitam em qualquer condição de apoio, de carinho, protecção, companhia, cuidados e limites. É fundamental o papel da família no desenvolvimento da auto-estima dos filhos, pois é nela que desenvolvemos os laços afectivos, influenciando questões relacionadas ao ajustamento e às mais variadas situações", explica a psicóloga Patrícia Camargo. A figura paterna faz parte da estrutura emocional para nos tornarmos pessoas sadias e maduras. A criança que é criada sem referencial masculino pode tornar-se aversivo às ordens dadas por representantes femininos. Porém isso não quer dizer que crianças criadas somente pela mãe vão ter algum transtorno emocional. Saiba que crescer numa família sem o pai, cada vez mais comuns nas sociedades modernas, pode ser bem saudável! Como? O pai é o representante dos limites, é o que vem quebrar a simbiose mãe-bebê. No entanto, "a figura do pai" pode ser representada por outras pessoas, mesmo do sexo feminino. Algumas mães conseguem definir limites com muito sucesso. "O papel materno é um factor essencial nas situações de ausência do pai no desenvolvimento da criança, pois a influência do comportamento materno pode levar a surgir uma maior ou menor predisposição para os conflitos associados à falta do pai", completa a psicóloga. Alguns cuidados - Para que a "supermãe" obtenha êxito na função também de pai, cabe a ela toda a responsabilidade pela formação infantil - sem estar se queixando do parceiro, evitando brigas na frente da criança, e não usar a criança para se vingar ou ficar falando mal do pai para a criança. Mesmo assim, proporcione à criança a presença de uma figura masculina: um avô, um tio ou mesmo um amigo confiável, mesmo que o contacto seja esporádico. O importante é que haja muito envolvimento afectivo, atenção, carinho e amor. Como bem lembra Patrícia Camargo: "as ligações de emoção entre pai e filho são formadas nas relações de afeto e cuidado no dia-a-dia, e não com a parte biológica". Sempre que possível, o pai ou figura paterna deve estar presente na vida dos filhos, acompanhando e participando de atividades cotidianas, fortalecendo assim uma ligação que, quer queiramos ou não, é para sempre. | Respeito pela figura paterna ou pela figura masculina é fundamental para a integridade da criança. Quando a mãe denigre o pai ou o sexo masculino por qualquer motivo, a criança cresce com uma identidade mutilada. | "Essa presença é muito importante para o bom desenvolvimento da criança. Tanto é que na ausência do pai biológico, cabe a mãe administrar a ausência do pai, de forma a não prejudicar sua imagem, tão importante para a formação do caráter da criança". Bruno Thadeu
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/bb5a6/suprindo_a_ausencia_paterna.htm
Ver também este interessante texto fundamentado (e não ideias do senso comum) sobre os significados simbólicos entre as figuras paterna e materna: Variações em torno da Metáfora Paterna
Significados do mundo simbólico do Natal
25 de Dezembro A Igreja católica toma esta data, a partir do século IV, como aniversário do nascimento de Cristo. O dia 25 apareceu pela primeira vez no calendário de Philocalus em 324, opção feita pelo Papa Júlio I, para cristianizar as grandes festas pagãs realizadas neste dia. Natal A palavra Natal quer dizer nascimento, e é de origem do latim. Natal, Noel, expressam o mesmo evento. É uma festa sem fronteiras. É o culto do nascimento, da bondade, da ternura, da vida e da reflexão. Muitos comemoram o Natal com mesa farta, gulodices, esbanjando e troca da presentes. Natal é mais, muito mais do que isso. Advento Antes da vinda. Tempo de preparação do Natal, para a vinda do Cristo-Menino. Compreende os quatro domingos que antecedem o Dia de Natal. As famílias cristãs costumam fazer a preparação do Natal com a Coroa do Advento. Monta-se uma coroa de ramos de pinheiro adornada com fitas vermelhas, com quatro velas equidistantes, simbolizando Jesus Cristo, a luz do mundo. A cada domingo, até o Natal, uma vela de cada vez é acesa por um membro da família, à hora do jantar. No quarto domingo todas as velas estarão acesas. Coroa do Advento ou Guirlanda Guirlanda, grinaldas, festões e arranjos com folhagens nasceram com a superstição de que heras, pinheiro, azevinho e outras plantas ofereciam protecção, no Inverno, contra bruxas e demónios. Os seus ramos eram usados para afugentar a má-sorte. Representa a mandala, um diagrama em círculo lembrando que a nossa vida é um ciclo de nascimento e morte. Simbolizando a vida eterna e a paz, a guirlanda está presente na decoração natalícia actual. Diz a antiga lenda que se as pessoas passarem sob ela atrairão sorte para si. Ela é sinal de esperança e vida; a sua fita vermelha representa o amor de Deus que nos envolve, e as velas acesas, a fé e a alegria. Presépio É a representação do local do nascimento de Cristo com as figuras do Menino Deus, de José, Maria, animais, pastores e magos. É montado em igrejas, residências, casas comerciais e lugares públicos. O primeiro presépio foi feito em 1223 por São Francisco de Assis, nas redondezas de Greccio, Itália. Dizem que, ao passear por uma floresta, encontrou um estábulo abandonado. No outro dia trouxe para ele uma estátua de criança, colocando-a sobre a palha. Os animais que acompanhavam o santo ficaram em volta da estátua. As pessoas da região foram ver o que estava a acontecer e entoaram cânticos natalícios. Como São Francisco via que as igrejas ficavam desertas na Noite de Natal, pediu ao papa para fazer uma réplica de gruta nos templos. Autorizado, montou o primeiro presépio com figuras humanas verdadeiras. O costume difundiu-se até chegar ao ponto de se reduzir o seu tamanho e poder ser montado dentro das casas. O gesto de montar o presépio deverá vir acompanhado do propósito de reconhecer no Jesus-Menino de gesso, madeira ou outro material, uma lembrança do Filho de Deus, que veio libertar-nos dos pecados. O presépio é uma linguagem visual para nos lembrar a vinda de Jesus para o meio de nós. A palavra “presépio” vem do latim e também significa estábulo, manjedoura. O presépio lembra-nos que Jesus escolheu um ambiente pobre e rude para nascer. Poderia tê-lo feito num palácio. O ensinamento que podemos tirar desse facto é o valor da simplicidade, docilidade e fé acima de tudo. Fios de prata Conta uma lenda que, num determinado tempo e lugar, quando a Árvore de Natal ficou pronta, foi admirada pela família e os animais da casa. As aranhas que habitavam o celeiro também quiseram vê-la, mas foram impedidas. Durante a noite, quando todos dormiam, elas entraram por baixo da porta e não só viram a árvore, como subiram pelos seus ramos. Ao amanhecer, o Menino Jesus veio abençoar a árvore, e para sua surpresa viu que ela estava coberta de teias de aranha. Jesus, com seus dedos milagrosos, tocou nos fios da teia e eles ficaram prateados. Por isso, hoje é costume ornamentar a árvore com fios prateados. Bolas coloridas É o enfeite tradicional da Árvore de Natal. Existem em várias cores, e geralmente são feitas de vidros. Representam os frutos da árvore, que é Jesus. São os talentos, os dons, as boas acções, o amor, o perdão, a esperança e a compreensão. Nossas atitudes sãos os frutos de nossa vida; como as bolas, reflectem o que somos. Elas também simbolizam as graças que diariamente recebemos. A cada ano se desgastam no brilho, mas estarão cada vez mais cheias de lembranças e emoções acumuladas. Sinos Os sinos emitem sons agradáveis e audíveis à distância, e são tocados em ocasiões geralmente festivas. Fazem parte do campanário das igrejas e também têm uso particular. Servem para enviar mensagens pelo ar. De modo geral, o seu toque é festivo. Tocado por ocasião do Natal, lembra-nos o facto de termos um Salvador que se fez homem, habitou entre nós e partiu deixando sua mensagem de amor e paz. Estrela É usada na ponta da Árvore de Natal para nos lembrar da Estrela de Belém, que guiou os reis magos até a manjedoura de Jesus. Tem quatro pontas, representando o norte, o sul, o leste e o oeste. A misteriosa Estrela de Belém é citada na Sagrada Escritura em Mateus, capítulo 2, versículos 2, 9 e 10 (Mt 2, 2.9.10). É sempre usada como símbolo de alegria, de guia, para despertar e atrair. A estrela é luz permanente. Representada com cinco pontas lembra o ser humano: braços e pernas esticadas e a cabeça, onde está a vontade. Também é encontrada com seis pontas, que é sinal de paz. Velas Elas simbolizam Cristo, a luz do mundo, que devemos imitar. É uma tradição nórdica. No início as famílias fabricavam artesanalmente as suas velas, usando a cera pura fabricada por abelhas, conservando a sua cor natural. A chama cintila, serpenteia, atrai e ilumina o nosso ser. Pai Natal A origem do Pai natal é incerta e cercada de histórias. A mais conhecida vem do século IV e fala sobre Nicolas, nascido em 281, que tornou-se bispo de Myra, na Ásia Menor. Conta-se que os seus pais tiveram dificuldades para ter filhos, até que nasceu Nicolas. Dando graças pelo facto, eles passaram a distribuir alimentos, roupas e dinheiro aos pobres, até que vieram a falecer devido a uma epidemia. Nicolas herda a grande fortuna de seus pais, torna-se bispo e continua o trabalho de ajuda aos necessitados. Nicolas viveu na época do Imperador Diocleciano, em Roma, e é representado ainda hoje, na Europa, usando vestes de bispo, com um bastão numa das mãos e um saco de presentes na outra. Morreu no ano de 350 d.C. Passou a ser conhecido por S. Nicolas. À medida que a lenda sobre os seus feitos foi sendo passada através das culturas alemã e holandesa, o bispo tornou-se Sinterklass, Saint Nicoleses e finalmente Santa Claus ou Santa Klaus. O Pai Natal é amado pelas crianças e respeitado pelos adultos. O Pai Natal não pode ser visto pelo prisma científico ou religioso. Ele é mágico. Não é branco, negro ou oriental. É um ser capaz de unir a humanidade em torno de coisas boas: amor, ternura, paz, sentimentos, carinho, gestos. Ceia Natalícia Ceia é uma reunião festiva entre os familiares e amigos para se comemorar algum evento importante. A ceia natalícia é uma reunião ainda mais familiar, íntima e carinhosa, quando afloram nos corações das pessoas os sentimentos mais variados. Haverá a alegria do encontro, a saudade de quem partiu, a presença de um novo membro, mesclando emoções diversas, pois todos ficam predispostos a se entregar afectivamente, trazendo a mensagem de que Cristo quer renascer no coração de cada um de nós. A tradição conta-nos que após a Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24, era servida uma refeição frugal aos presentes. Com o passar do tempo essa refeição foi transferida para as casas dos fiéis e tornou-se mais sofisticada. Iguarias deliciosas, assados, bolos, pudins, passas, nozes, castanhas, tâmaras, frutas cristalizadas… tornaram-se indispensáveis. Na ceia natalícia não falta uma vela acesa, lembrando-nos a fé das pessoas em Jesus Cristo, que continua a brilhar através dos tempos. Árvore de Natal Sendo uma planta que cresce em sentido vertical, apontando para o céu, a árvore é considerada por muitos como “intermediária entre o céu e a terra”. A árvore luminosa, colorida, enfeitada, é uma das tradições do Natal. É costume da Antiguidade e vem de rituais pagãos, bastante sedimentados e absorvidos pelos cristãos. Há inúmeras versões sobre sua origem. Quando o mundo foi criado, diz-nos a lenda, Deus deixou o pinheiro com folhas ásperas, fazendo-o sempre lamentar-se. Para reparar o mal e para que a árvore parasse de se queixar, fez com que ela fosse o único vegetal que conserva suas folhas no Inverno e que pelo menos uma vez ao ano teria o brilho das luzes. - Isso lembra-nos a vida e a imortalidade. É Natal! Há árvores decoradas por toda parte: nos centros comerciais, nas ruas, nas residências… enfim, onde existam corações abertos para comemorar o aniversário de Jesus. Ele é o tronco da árvore da vida, nós os ramos; os ramos darão frutos se permanecerem unidos ao tronco, que lhes fornece a seiva da vida divina. Pé de meia Como já vimos, São Nicolau, precursor do Pai Natal, era de família rica e ajudava os pobres. Na região onde morava havia três moças pobres, que por falta de dote não conseguiam casar. São Nicolau deitou sacos de moedas pela chaminé das suas casas, que seriam usados como dote. Numa das casas, o saco de moedas caiu numa meia que secava na lareira, nascendo o hábito de se colocar presentes no pé de meia. Outra versão diz que o bispo São Nicolau não gostava de ser percebido quando presenteava, motivo pelo qual colocava os presentes nas chaminés das casas. As crianças perceberam seu método e passaram a deixar ali as suas meias. Hoje o costume é usar meias ou botinhas com fins decorativos. São feitas de feltro, possuem aplicações ou bordados e tornaram-se um símbolo natalício. Presentes Presentear é tão antigo quanto a própria humanidade. É uma reacção que acompanha importantes rituais em todas as sociedades. Os pagãos presenteavam as divindades, e nós presenteamos nos aniversários, casamentos, formaturas… e por ocasião do Natal. O presente natalício é uma tradição que tem raízes cristãs, inspiradas na visita dos reis magos, que levaram oferendas ao Menino Jesus. Melchior, Gaspar e Baltasar ofereceram-lhe ouro, incenso e mirra, e nós oferecemos presentes aos familiares e amigos. É uma expressão silenciosa do nosso bom sentimento para com eles. Para muitas pessoas, esta época é marcada pelo consumismo. O costume de colocar presentes sob as árvores de Natal começou durante o reinado de Elizabete I, filha de Henrique VIII, na Inglaterra, no século XVI. Ela promovia festas natalícias e recebia muitos presentes. Como era praticamente impossível receber directamente todos os presentes que lhe eram dados, adoptou-se o costume de deixá-los sob uma grande árvore natalícia, montada nos jardins do palácio. Deus deu-nos o maior e melhor de todos os presentes: Jesus Cristo. Sejamos também um verdadeiro presente para as pessoas! Cartões de boas festas Surgiram, segundo alguns, em 1843, para outros em 1845, época mais aceita, havendo ainda referências ao ano de 1853. Foram criados por um artista plástico inglês, por encomenda de Sir Henry Cole. Este, director do Museu Britânico, percebeu que não teria tempo para escrever à mão as felicitações natalícias, que eram moda na época, e mandou fazer um desenho natalício com um espaço onde escrevia breves palavras. Luzes Cintilam simbolizando o fogo da vida eterna e saúdam a festa do sol, a vinda de uma nova era. As velas na Árvore de Natal, por serem perigosas, foram substituídas pelos pisca-piscas que decoram as árvores dos jardins e das ruas, as fachadas das residências, das lojas… dando alegria e causando admiração nas pessoas. Anjo Ocupa espaço na parte superior do presépio, presente na maioria deles. Representa o Anjo Gabriel, o anjo da Anunciação, que levou a mensagem do nascimento de Jesus a Maria. Missa do Galo No início havia três missas: ao pôr-do-sol do dia 24, à meia-noite e a Missa de Natal, dia 25 pela manhã. Foi o Papa Telésforo quem teve a ideia na escolha do horário de meia-noite, a hora do cantar do galo. Ir à Missa do Galo é uma manifestação de fé cristã e de união familiar. É o compartilhar deste dia especial. Flor do Natal Euphorbia pulcherrima, flor-de-papagaio ou espírito santo, possui brácteas vermelhas e folhas bem verdes. É decorativa, ilustra cartões natalícios. Foi encontrada no México em 1828 e depois introduzida na América Latina. Conta-se que uma humilde camponesa desejava oferecer um presente ao Menino Jesus e não tinha o que dar. Surge um anjo e sugere-lhe que leve uma planta que existia junto à estrada. Feliz, ela vai entregá-la ao Menino Jesus. As pessoas que presenciavam a cena começaram a rir da pobre senhora, que começou a chorar. As suas lágrimas, ao caírem sobre as folhas, tornaram-nas vermelhas, para espanto de todos. A poinsettia ou espírito santo é uma planta que, exposta ao sol, é verde. Se estiver à sombra torna-se vermelha: é fato científico. Cores O verde e o vermelho são cores dominantes no Natal. O verde é renovação, esperança, regeneração. O verde das plantas capta a energia solar e pelo processo de fotossíntese transforma-a em energia vital. O vermelho está ligado ao fogo e ao poder, tanto que aquecer como de destruir, e também ao amor divino. O dourado também é utilizado, e está associado ao sol, à luz, à sabedoria e principalmente à luz da Ressurreição de Cristo, como uma espécie de transformação do material para o espiritual. Cânticos natalícios A época natalícia é sempre alegrada com cantigas típicas. As primeiras datam do século IV, sendo Jesus refulsit omninum, de S. Hilary Poitiers. Depois as melodias tornaram-se mais alegres, e até hoje a mais famosa é Silent Night, ou Noite Feliz, de Joseph Mohr e Franz Gruber, escrita em 1818.
Etiquetas: natal, paganismo, pai, psicologia, religião |
posted by Mikasmokas @ 12/24/2007   |
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| segunda-feira, novembro 19, 2007 |
| O preço de um afecto... |
Ainda que para alguns o pai devia ser eliminado da equação dos afectos aquando das separações, aqui este pai quer fazer valer o direito da sua filha (que ainda não tem idade para os reinvidicar) a conviver com o seu pai, ter acesso aos afectos dele e com isso tornar-se uma melhor e mais sã pessoa. Quem achar o contrário não percebe absolutamente nada de Psicologia, Pedagogia, Sociologia e acima de tudo, de afectos.
Mas voltemos a razão do meu post. Como alguns sabem, estou impedido de conviver com a minha filha diariamente, conforme o Acordo de Regulação de Poder Paternal vigente. Resta-me a triste boa vontade da outra parte em cumprir o fim de semana (como se eu como pai moralmente tenha que mendigar o quer que seja). Ora, cumprindo o fim-de-semana e tendo mudado de residência sem qualquer acordo voluntário ou sem qualquer decisão judicial faz com que eu para poder estar com a minha filha, visto que a sua mãe recusa-se a realizar qualquer viagem, tenha que fazer 600 km (pelo menos, pois não fiz 4 viagens desta vez) para poder garantir o convívio da minha filha comigo. Depois de 6 horas de formação, + 2 ou 3 para a minha empresa e + 3 horas de viagem estou ao fim do dia com a minha filha. Um esforço fisico negligenciável concerteza para muitos. Junta-se a isso o facto de ser obrigado a cumprir o pagamento da pensão de alimentos independentemente se tenha estes custos adicionais de deslocação pela mudança ilegal de residência (cerca de 180 €).
Findo o fim-de-semana tive que fazer o caminho de volta, sendo que o mesmo fim-de-semana exigiu um esforço redobrado da minha parte, pois a minha filha não me largou 1 minuto, continuando a demonstrar (felizmente) a excelente relação afectiva que tem comigo.
Ora, um pai que queira estar 1 dia e meio com a sua filha (já que a lei nem lhe permite à partida a guarda partilhada) tem que fazer um esforço fisico non stop de 72h, sendo que na 2ªf junta-se um dia excepcional na minha vida profissional, onde dou nada mais nada menos do que 12horas de formação seguídas. Coisa pouca...
Dirão alguns: mas compensa tudo com os afectos, com o convívio com a minha filha. Direi eu, claro! isso nem se põe em causa. O que ponho em causa é que um dos progenitores tenha que mudar toda a sua vida em função da arbitrariedade da outra parte, sem qualquer tentativa de diálogo, sem qualquer compreensão do outro, bom senso na tomada das decisões e o mínimo de espírito humanista na sua vida.
O irónico disto tudo é que sempre assumir as minhas responsabilidades, o meu espírito de sacrificio pela minha filha (e ai de quem diga o contrário). Não houve um único dia em que não a fosse buscar de manhã e tomar o pequeno almoço com ela e leva-la à escola. Excepciona-se os períodos que por motivos profissionais não me encontrava na residência. Quantas mulheres encontram um homem que queira assumir tantas responsabilidades em relação aos filhos? parece-me que qualquer condenação do meu comportamento significa perpetuar os valores e comportamentos machistas, que mais não são do que uma distribuição desigual dos papeis dos géneros nas sociedades, em especial na ocidental, e uma forma de repressão sobre as mulheres.
Etiquetas: afectos, filha, pai |
posted by Mikasmokas @ 11/19/2007   |
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