| sexta-feira, fevereiro 05, 2010 |
| Não deixo de ter saudades... |
| da nossa cumplicidade que partilhávamos nas pequenas coisas... quero que volte, porque nunca é tarde para nos encontrarmos Etiquetas: filha |
posted by Mikasmokas @ 2/05/2010   |
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| quinta-feira, março 19, 2009 |
| DIA DO PAI .::: Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por |
 Etiquetas: dia do pai, filha, parentalidade |
posted by Mikasmokas @ 3/19/2009   |
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| terça-feira, outubro 28, 2008 |
| Filha, alienação parental e caracter.. |
Porque os blogs também são uma espécie de confessionário, de técnico de saúde mental, de escape à repressão que estamos sujeitos pelas estruturas sociais, apetece-me expor a relação com a minha filha nestes dois últimos dias. Ora, depois de eu aceitar uma flexibilização de horários para estar com a minha filha, porque entendo que é o melhor para ela e não transforma o tempo dela numa mercadoria, eis que chegado à experiência de alguns meses nesta situação e verificar que se já partilhava pouco tempo com ela, agora partilho ainda menos. Salve-se a flexibilidade, posso de facto vê-la em outros horários, mas curiosamente em menos tempo e com uma espécie de supervisão constante da mãe (sendo que anteriormente eu e a minha filha tínhamos criado o nosso próprio espaço). Para quem sabe sobre o conceito de Síndrome de Alienação Parental sabe que não é preciso afastar fisicamente uma criança do seu progenitor, basta afasta-la emocional e afectivamente. Uma das técnicas básicas usadas essencialmente pelas mães, visto que em caso de conflito são elas que detêm a guarda em mais de 85% dos casos, é as chamadas actividades extra curriculares. E eu já começo a sentir isso, até porque já me foi dito hoje pela própria mãe que agora que ela estava a entrar nesta idade (4-5 anos) este tipo de actividades iria aumentar. Até aqui tudo bem, não fosse eu ter aceite a flexibilização com o objectivo de tentar dar uma maior normalização às relações entre pais e a minha filha. A flexibilização e o incremento destas ditas actividades traduziu-se em que os fim-de-semana com a minha filha, 15 em 15 dias , desaparecessem. Se os exijo agora só logo acusado como o mau da fita. A título de exemplo ainda, visto que a minha filha fazia alguma resistência de manhã a estar comigo (por alguma razão que me transcende) combinamos que eu iria antes busca-la à escola e estaria com ela. Ontem, fui busca-la, como TODOS os dias o faço e ingenuamente esqueci-me que tinha ginástica. Em vez de a poder ir busca-la às 16h30 já só podia ir busca-la às 17h30. Lá voltei pelas 17h30 mas tive ainda que esperar mais um pouco dado o atraso de terminus da aulas. Mas, para onde íamos a seguir? Ballet às 18h... ainda tivemos que ir a correr para ela poder frequentar logo de seguida a aula de ballet. Pergunta-se: onde está a hora e meia a duas horas que a minha filha tem direito a conviver com o seu pai diariamente? ah.. a flexibilização. Essa, que em vez de permitir um maior convívio tem-se mostrado afinal como forma de redução lenta e subtil do tempo que passamos juntos. Mas o melhor foi hoje. Amanhã vou para o estrangeiro em trabalho. A minha filha faz anos na 5ªf, ou seja, não vou estar cá nem para festa de anos dela na escola nem para a festa de anos com os amigos no fim-de-semana. Hoje tinha um dia bem complicado, cheio de coisas administrativas a tratar em Lisboa e andei de um lado para o outro aflito para poder conseguir estar despachado às 16h30 para estar com a minha filha. Cheguei a almoçar qualquer coisa só às 15h30 para poder cumprir este horário. Chegado à escola ela brincava com os amigos e ainda fiquei ali com ela e com os amigos da escola mais um pouco. Depois como estava muito frio perguntei-lhe se queria ir para minha casa ajudar-me a fazer a mala, ao qual ela respondeu muito contente que sim. Lá fomos para casa. Estivemos a arrumar a minha mala. Eu escolhia a roupa e ela colocava na mala. Andamos no Popo, até eu cheguei a andar. Aquilo com um adulto em cima anda mais depressa. Ela empurrava-me. Até me ajudou a arrumar os CDs para levar para o estrangeiro. Estavamo-nos a divertir basicamente. É então que recebo o telefonema da mãe que diz que tem que ir buscar a avó dela (bisavó da minha filha) à estação de comboio em Lisboa. Oficialmente tinha sido informado pela primeira vez desta situação (curioso o pai ausentar-se e a bisavó e afins com quem o pai foi e é injustamente marginalizado aparecerem). Mas já estava à espera, visto que mal tinha chegado à escola da minha filha, a mesma tinha-se encarregue de espalhar por todas as amigas da escola que a avó (cuja distinção para bisavó ainda não sabe fazer) vinha hoje. Mas a táctica do facto consumado continua, tal como sempre foi para com a minha pessoa. Pedi à mãe que me a deixasse estar em minha casa a brincar comigo, enquanto ela ia buscar a avó. Um pedido perfeitamente normal para quem vai ficar sem estar com a sua filha quase 1 semana e ainda por cima nos aniversário dos seus 4 anos. Ao meu pedido o tom de voz alterou-se logo, foi-me referido o acordo (pergunto qual acordo? aquele em que fico com as manhãs e os fim-de-semanas 15 em 15 dias?) era entrega-la às 18h e que ela tinha prometido (pelos vistos à avó dela) que a minha filha iria lá estar para a receber na estação de comboios. Ao que voltei a pedir, dada a situação extraordinária, quer esta semana, quer durante o mês de Novembro, no qual dou 9h de formação por dia, além do trabalho que tenho que fazer na minha própria empresa. Convencida do seu poder ascendente sobre a nossa filha resolver dizer-me para eu perguntar a ela o que ela queria. Surpreendentemente para a mãe, a minha filha disse que queria ficar com o pai a arrumar a mala de viagem dele. De um momento para o outro a vontade da filha já não tem importância, quando em tantas outras situações, como as manhãs, ser uma vontade a respeitar e a não contrariar (pergunto-me onde está o agente educativo aqui). A consessão da mãe foi de eu a entregar às 18h15 em vez de ser ás 18h. Digamos que não faltava muito e todo o ambiente já estava condicionado por um tempo, como se tratasse de uma prestação de serviço à hora. Junte-se a isto o significativo vento e frio que já se fazia sentir por volta das 18h.
Onde está o superior interesse da minha filha? não é para o bom desenvolvimento e bem estar dela que o convivio quotidiano e de qualidade se faça com os dois progenitores? que se faça o máximo possível com toda a família alargada? sim, porque os meus pais, avós da minha filha, nunca são convidados para nada. Nem para o aniversário da minha filha, na ausência do pai (para quem sabe, alienação parental faz-se por via de todo um lado da família de um dos progenitores). Teriam os avós paternos que lutar pelo direito à convivência da neta com eles? bem, podendo fazer isso, não o querem, porque estão cansados de conflitos sobre uma coisa que deveria ser natural: a partilha de afectos e da vida quotidiana. Como gostam de dizer os juristas, o Direito não tem afectos, mas acha que sabe os efeitos que as suas decisões têm no cidadãos. Pois em matéria de Direito de Família não sabe praticamente nada (não é assunto deste post, mas basta relembrar que em Portugal o Direito de Família é exercido por magistrados cuja visão é do Direito Criminal), muito menos em relação às novas conjugalidades, novos afectos e realidades sociais. Bem, mas os meus pais escolhem as lutas que querem ter e só espero que um dia em breve o convívio normal e frequente da minha filha com os avós (de qualquer dos lados e não só de um) possa ser possível.
Por fim não deixa de me vir à cabeça um pensamento, já que nunca gostei muito de andar de avião (apesar de ter dado os meus primeiros passos em pequenino num deles): e se por alguma razão o avião cair? aquele pequeno e último momento que tive com a minha filha, que deveria ter sido divertido, afectuoso acabou por ficar na minha memória como a necessidade de cumprir horários. Não será de facto por mais uma hora que iria afectar o quer que seja sobre um acidente aéreo, mas iria afectar a minha memória e a da minha filha. Não que isto seja relevante, pois podemos morrer em qualquer lado e a qualquer altura. Mas mais uma razão para podermos partilhar todos os nossos momentos. Os meus e os da minha filha, além das contigencias quotidianas por que todos passamos, como o facto de termos que trabalhar afastados dos nossos filhos, é condicionado, de forma injustificada e moralmente criticável, pela necessidade da mãe em nenhum momento querer prescindir e/ou partilhar os 90% do tempo que a minha filha tem livre com ela, com o pai dela.
E neste momento lá foi a minha filha buscar a bisavó à estação de comboio.. mal cheguei a casa deu-me vontade de escrever isto. Sei quem lê, mas nada disso me preocupa.Etiquetas: alienação parental, direito da familia, filha, parentalidade |
posted by Mikasmokas @ 10/28/2008   |
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| terça-feira, outubro 07, 2008 |
| Em nome de todos... |
| O que a sociedade, os tribunais e a cultura deste país me pedem é que eu vir as costas à minha filha. Como ser de afectos e profundamente humanista não consigo, no meu âmago, aceitar isto.... Etiquetas: filha |
posted by Mikasmokas @ 10/07/2008   |
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| sexta-feira, agosto 15, 2008 |
| Vivemos na era... |
onde na procura do Outro encontramos uma assimetria entre as expectativas de afecto e o retorno obtido (tal e qual uma economia dos afectos), onde muitos nós procuram compensar isso com a descendência biológica. De facto a mesma nada pede a não ser o nosso afecto e retribui-nos de igual modo.. pelo menos durante um certo período de tempo. Mas na essência estamos perante o deslocamento do objecto do verdadeiro afecto que pretendemos quando chegamos à vida adulta. Nada mais imoral, injusto e errado existe que não isto.... as consequências, inclusivé como bem estar espiritual colectivo, ainda estão para vir.
Etiquetas: afectos, expectativa, filha, filho, homem, modernidade, mulher, pais, parentalidade |
posted by Mikasmokas @ 8/15/2008   |
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| sexta-feira, fevereiro 15, 2008 |
| Contabilidade dos Afectos I |
Então vamos a ela, tal como os tribunais gostam de tratar os afectos:
Semana de 3 a 10 de Fevereiro (onde incluiu 2 dias de férias do Carnaval)
Tempo em deslocações para estar com a minha filha: 7,1% Tempo acordado com a minha filha: 40,5% (retiradas as horas de sono) Tempo despendido a trabalhar: 11,9% Tempo de sono: 33,3%
No mês de Janeiro todo tive:
Tempo em deslocações para estar com a minha filha: 1,6% Tempo acordado com a minha filha: 9,1% (retiradas as horas de sono) Tempo despendido a trabalhar: 26,9% Tempo de sono: 28,2%Etiquetas: afectos, contabilidade, filha, pai |
posted by Mikasmokas @ 2/15/2008   |
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| segunda-feira, fevereiro 11, 2008 |
| Contabilidade dos Afectos |
| fica para amanhã.... fechado para obras.. estou doente :p Etiquetas: filha |
posted by Mikasmokas @ 2/11/2008   |
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| sábado, novembro 24, 2007 |
| Sinto falta... |
da tua voz, da tua presença constante... do teu acordar ao dizer 'o sol chegou'... da palavra 'pai' dita de forma genuína e verdadeira, tal como de qualquer outra palavra se tratasse. Dos teus abraços no meu pescoço vindos do nada mostrando a incondicionalidade do teu afecto. Das tuas festas na minha cara. De poder brincar contigo... de vermos os dois juntos os desenhos animados que tu gostas... de partilhamos as pequenas coisas que tu e eu só podemos saber se estivermos juntos.... tiraram-nos isso aos dois meu doce... infelizmente não tem preço nem voltará mais...
 Etiquetas: filha |
posted by Mikasmokas @ 11/24/2007   |
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| segunda-feira, novembro 19, 2007 |
| O preço de um afecto... |
Ainda que para alguns o pai devia ser eliminado da equação dos afectos aquando das separações, aqui este pai quer fazer valer o direito da sua filha (que ainda não tem idade para os reinvidicar) a conviver com o seu pai, ter acesso aos afectos dele e com isso tornar-se uma melhor e mais sã pessoa. Quem achar o contrário não percebe absolutamente nada de Psicologia, Pedagogia, Sociologia e acima de tudo, de afectos.
Mas voltemos a razão do meu post. Como alguns sabem, estou impedido de conviver com a minha filha diariamente, conforme o Acordo de Regulação de Poder Paternal vigente. Resta-me a triste boa vontade da outra parte em cumprir o fim de semana (como se eu como pai moralmente tenha que mendigar o quer que seja). Ora, cumprindo o fim-de-semana e tendo mudado de residência sem qualquer acordo voluntário ou sem qualquer decisão judicial faz com que eu para poder estar com a minha filha, visto que a sua mãe recusa-se a realizar qualquer viagem, tenha que fazer 600 km (pelo menos, pois não fiz 4 viagens desta vez) para poder garantir o convívio da minha filha comigo. Depois de 6 horas de formação, + 2 ou 3 para a minha empresa e + 3 horas de viagem estou ao fim do dia com a minha filha. Um esforço fisico negligenciável concerteza para muitos. Junta-se a isso o facto de ser obrigado a cumprir o pagamento da pensão de alimentos independentemente se tenha estes custos adicionais de deslocação pela mudança ilegal de residência (cerca de 180 €).
Findo o fim-de-semana tive que fazer o caminho de volta, sendo que o mesmo fim-de-semana exigiu um esforço redobrado da minha parte, pois a minha filha não me largou 1 minuto, continuando a demonstrar (felizmente) a excelente relação afectiva que tem comigo.
Ora, um pai que queira estar 1 dia e meio com a sua filha (já que a lei nem lhe permite à partida a guarda partilhada) tem que fazer um esforço fisico non stop de 72h, sendo que na 2ªf junta-se um dia excepcional na minha vida profissional, onde dou nada mais nada menos do que 12horas de formação seguídas. Coisa pouca...
Dirão alguns: mas compensa tudo com os afectos, com o convívio com a minha filha. Direi eu, claro! isso nem se põe em causa. O que ponho em causa é que um dos progenitores tenha que mudar toda a sua vida em função da arbitrariedade da outra parte, sem qualquer tentativa de diálogo, sem qualquer compreensão do outro, bom senso na tomada das decisões e o mínimo de espírito humanista na sua vida.
O irónico disto tudo é que sempre assumir as minhas responsabilidades, o meu espírito de sacrificio pela minha filha (e ai de quem diga o contrário). Não houve um único dia em que não a fosse buscar de manhã e tomar o pequeno almoço com ela e leva-la à escola. Excepciona-se os períodos que por motivos profissionais não me encontrava na residência. Quantas mulheres encontram um homem que queira assumir tantas responsabilidades em relação aos filhos? parece-me que qualquer condenação do meu comportamento significa perpetuar os valores e comportamentos machistas, que mais não são do que uma distribuição desigual dos papeis dos géneros nas sociedades, em especial na ocidental, e uma forma de repressão sobre as mulheres.
Etiquetas: afectos, filha, pai |
posted by Mikasmokas @ 11/19/2007   |
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| quinta-feira, novembro 08, 2007 |
| Hoje foi o dia em que... |
a mãe da minha filha se recusou a realizar qualquer tipo de negociação para se estabelecer voluntáriamente um novo acordo de regulação de poder paternal. Agora só me resta uma via, sem qualquer apelo nem agravo, que é a dos tribunais, tornando tudo isto ainda mais impessoal.
Continuo é a não compreender como é que uma mãe, por mais razão que tenha (que no caso dela está mesmo muito longe sequer de se vislumbrar alguma, é capaz de sujeitar a filha de 3 anos aos seus jogos para atingir o objectivo de afastar o pai e consequentemente magoa-lo. Pergunta-se se se trata da incapacidade de ver o outro refazer a sua vida, procurando de todas as formas, sem qualquer preocupação pelo bem estar psico-afectivo da filha, desestabilizar o outro e envolvendo tudo e todos no novelo crescente de mentiras e contradições.... pergunta-se que ganho efectivo e a prazo isto terá, além da satisfação momentânea do brinquedo que agarra junto ao umbigo. O pior será quando se aperceber que o brinquedo não é brinquedo e o mesmo brinquedo passar a ter consciencia de si como pessoa
Etiquetas: filha |
posted by Mikasmokas @ 11/08/2007   |
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| segunda-feira, outubro 22, 2007 |
| A história da minha dor pela tua ausência... |
Não pretende ser qualquer tipo de visão absoluta sobre a realidade, antes pelo contrário, é o assumir de que construímos uma realidade social, uma intermediação consciente do que somos e da relação que temos com os outros, num processo de diálogo constante.
Chegar a este ponto teve um encadeamento, uma lógica, passível de racionalização através da reflexão. Mas esta só é possível com a descrição, mesmo que seja através apenas de um olhar. Mas um olhar que sente, que possuí afectos e que não deixa de aferir e aferir-se na relação com os outros.
Não vou escrever nomes, identificar pessoas, de forma a não poder ser acusado de qualquer ilícito criminal. No entanto, quem me conhece saberá de quem e de que acontecimentos me refiro. Será um lamurio pela dor que sinto neste momento e que demorará tempo a expor neste blog. Faço-o como terapia se quisermos, mas igualmente porque quero que outros saibam (de forma abstracta) o que é estar nesta situação, desumana, desgastante, angustiante e tristemente tão frequente na sociedade portuguesa.. falo, claro, da ausência a que forçaram a minha filha e da perda convivio e da partilhar quotidiana que tinha com o seu pai...
Tudo começou há sensivelmente 4 anos quando....
Etiquetas: ausência, direito da familia, dor, familia, filha, infância, justiça, separação |
posted by Mikasmokas @ 10/22/2007   |
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| domingo, outubro 21, 2007 |
| Pequena história para se compararem personalidades, valores, comportamentos... |
Ontem estive com uma amiga minha que me contou a história da vida dela relacionada com a separação dela e com a filha dela: separou-se do pai da filha dela, com quem teve um relacionamento de vários anos (portanto, viviam juntos) e com essa separação encontrou-se numa situação complicada. É algarvia, continuava a não ter grande integração social em Lisboa, tinha-se mudado para um novo emprego e tinha dificuldades em assumir as despesas de estar sozinha com uma filha. Estava meio desesperada e pensou mesmo em voltar para o Algarve. Mas no entanto houve um principio, um valor e um sentimento superior a tudo isso: o verdadeiro interesse em relação à filha!
isso traduziu-se em que ela foi incapaz de separar a filha do pai e fez de tudo para ficar em Lisboa, para que a filha tivesse o direito de conviver com o pai. Fez sacrifícios profissionais, pessoais, dialogo sempre com o ex-companheiro, mas o superior interesse da filha prevaleceu....
No meu caso, parece que o superior interesse da minha ex é o umbigo dela, a necessidade de ter uma filha como muleta emocional, a insensibilidade para o facto da ausência do pai da filha significar uma marca significativa na personalidade dela para o futuro, as mais valias que tem com a mudança para a cidade do Porto (casa gratuita, progressão na carreira, volta para os amigos da adolescência (demonstrando a imaturidade ao recusar a passar para um novo ciclo de vida deixando essa ligação social do passado)), etc.
Uma pequena-grande história de vida que serve para demonstrar a diferença de carácter, valores e verdadeiros afectos altruístas...
Etiquetas: filha |
posted by Mikasmokas @ 10/21/2007   |
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