| quinta-feira, março 19, 2009 |
| DIA DO PAI .::: Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por |
 Etiquetas: dia do pai, filha, parentalidade |
posted by Mikasmokas @ 3/19/2009   |
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| terça-feira, outubro 28, 2008 |
| Filha, alienação parental e caracter.. |
Porque os blogs também são uma espécie de confessionário, de técnico de saúde mental, de escape à repressão que estamos sujeitos pelas estruturas sociais, apetece-me expor a relação com a minha filha nestes dois últimos dias. Ora, depois de eu aceitar uma flexibilização de horários para estar com a minha filha, porque entendo que é o melhor para ela e não transforma o tempo dela numa mercadoria, eis que chegado à experiência de alguns meses nesta situação e verificar que se já partilhava pouco tempo com ela, agora partilho ainda menos. Salve-se a flexibilidade, posso de facto vê-la em outros horários, mas curiosamente em menos tempo e com uma espécie de supervisão constante da mãe (sendo que anteriormente eu e a minha filha tínhamos criado o nosso próprio espaço). Para quem sabe sobre o conceito de Síndrome de Alienação Parental sabe que não é preciso afastar fisicamente uma criança do seu progenitor, basta afasta-la emocional e afectivamente. Uma das técnicas básicas usadas essencialmente pelas mães, visto que em caso de conflito são elas que detêm a guarda em mais de 85% dos casos, é as chamadas actividades extra curriculares. E eu já começo a sentir isso, até porque já me foi dito hoje pela própria mãe que agora que ela estava a entrar nesta idade (4-5 anos) este tipo de actividades iria aumentar. Até aqui tudo bem, não fosse eu ter aceite a flexibilização com o objectivo de tentar dar uma maior normalização às relações entre pais e a minha filha. A flexibilização e o incremento destas ditas actividades traduziu-se em que os fim-de-semana com a minha filha, 15 em 15 dias , desaparecessem. Se os exijo agora só logo acusado como o mau da fita. A título de exemplo ainda, visto que a minha filha fazia alguma resistência de manhã a estar comigo (por alguma razão que me transcende) combinamos que eu iria antes busca-la à escola e estaria com ela. Ontem, fui busca-la, como TODOS os dias o faço e ingenuamente esqueci-me que tinha ginástica. Em vez de a poder ir busca-la às 16h30 já só podia ir busca-la às 17h30. Lá voltei pelas 17h30 mas tive ainda que esperar mais um pouco dado o atraso de terminus da aulas. Mas, para onde íamos a seguir? Ballet às 18h... ainda tivemos que ir a correr para ela poder frequentar logo de seguida a aula de ballet. Pergunta-se: onde está a hora e meia a duas horas que a minha filha tem direito a conviver com o seu pai diariamente? ah.. a flexibilização. Essa, que em vez de permitir um maior convívio tem-se mostrado afinal como forma de redução lenta e subtil do tempo que passamos juntos. Mas o melhor foi hoje. Amanhã vou para o estrangeiro em trabalho. A minha filha faz anos na 5ªf, ou seja, não vou estar cá nem para festa de anos dela na escola nem para a festa de anos com os amigos no fim-de-semana. Hoje tinha um dia bem complicado, cheio de coisas administrativas a tratar em Lisboa e andei de um lado para o outro aflito para poder conseguir estar despachado às 16h30 para estar com a minha filha. Cheguei a almoçar qualquer coisa só às 15h30 para poder cumprir este horário. Chegado à escola ela brincava com os amigos e ainda fiquei ali com ela e com os amigos da escola mais um pouco. Depois como estava muito frio perguntei-lhe se queria ir para minha casa ajudar-me a fazer a mala, ao qual ela respondeu muito contente que sim. Lá fomos para casa. Estivemos a arrumar a minha mala. Eu escolhia a roupa e ela colocava na mala. Andamos no Popo, até eu cheguei a andar. Aquilo com um adulto em cima anda mais depressa. Ela empurrava-me. Até me ajudou a arrumar os CDs para levar para o estrangeiro. Estavamo-nos a divertir basicamente. É então que recebo o telefonema da mãe que diz que tem que ir buscar a avó dela (bisavó da minha filha) à estação de comboio em Lisboa. Oficialmente tinha sido informado pela primeira vez desta situação (curioso o pai ausentar-se e a bisavó e afins com quem o pai foi e é injustamente marginalizado aparecerem). Mas já estava à espera, visto que mal tinha chegado à escola da minha filha, a mesma tinha-se encarregue de espalhar por todas as amigas da escola que a avó (cuja distinção para bisavó ainda não sabe fazer) vinha hoje. Mas a táctica do facto consumado continua, tal como sempre foi para com a minha pessoa. Pedi à mãe que me a deixasse estar em minha casa a brincar comigo, enquanto ela ia buscar a avó. Um pedido perfeitamente normal para quem vai ficar sem estar com a sua filha quase 1 semana e ainda por cima nos aniversário dos seus 4 anos. Ao meu pedido o tom de voz alterou-se logo, foi-me referido o acordo (pergunto qual acordo? aquele em que fico com as manhãs e os fim-de-semanas 15 em 15 dias?) era entrega-la às 18h e que ela tinha prometido (pelos vistos à avó dela) que a minha filha iria lá estar para a receber na estação de comboios. Ao que voltei a pedir, dada a situação extraordinária, quer esta semana, quer durante o mês de Novembro, no qual dou 9h de formação por dia, além do trabalho que tenho que fazer na minha própria empresa. Convencida do seu poder ascendente sobre a nossa filha resolver dizer-me para eu perguntar a ela o que ela queria. Surpreendentemente para a mãe, a minha filha disse que queria ficar com o pai a arrumar a mala de viagem dele. De um momento para o outro a vontade da filha já não tem importância, quando em tantas outras situações, como as manhãs, ser uma vontade a respeitar e a não contrariar (pergunto-me onde está o agente educativo aqui). A consessão da mãe foi de eu a entregar às 18h15 em vez de ser ás 18h. Digamos que não faltava muito e todo o ambiente já estava condicionado por um tempo, como se tratasse de uma prestação de serviço à hora. Junte-se a isto o significativo vento e frio que já se fazia sentir por volta das 18h.
Onde está o superior interesse da minha filha? não é para o bom desenvolvimento e bem estar dela que o convivio quotidiano e de qualidade se faça com os dois progenitores? que se faça o máximo possível com toda a família alargada? sim, porque os meus pais, avós da minha filha, nunca são convidados para nada. Nem para o aniversário da minha filha, na ausência do pai (para quem sabe, alienação parental faz-se por via de todo um lado da família de um dos progenitores). Teriam os avós paternos que lutar pelo direito à convivência da neta com eles? bem, podendo fazer isso, não o querem, porque estão cansados de conflitos sobre uma coisa que deveria ser natural: a partilha de afectos e da vida quotidiana. Como gostam de dizer os juristas, o Direito não tem afectos, mas acha que sabe os efeitos que as suas decisões têm no cidadãos. Pois em matéria de Direito de Família não sabe praticamente nada (não é assunto deste post, mas basta relembrar que em Portugal o Direito de Família é exercido por magistrados cuja visão é do Direito Criminal), muito menos em relação às novas conjugalidades, novos afectos e realidades sociais. Bem, mas os meus pais escolhem as lutas que querem ter e só espero que um dia em breve o convívio normal e frequente da minha filha com os avós (de qualquer dos lados e não só de um) possa ser possível.
Por fim não deixa de me vir à cabeça um pensamento, já que nunca gostei muito de andar de avião (apesar de ter dado os meus primeiros passos em pequenino num deles): e se por alguma razão o avião cair? aquele pequeno e último momento que tive com a minha filha, que deveria ter sido divertido, afectuoso acabou por ficar na minha memória como a necessidade de cumprir horários. Não será de facto por mais uma hora que iria afectar o quer que seja sobre um acidente aéreo, mas iria afectar a minha memória e a da minha filha. Não que isto seja relevante, pois podemos morrer em qualquer lado e a qualquer altura. Mas mais uma razão para podermos partilhar todos os nossos momentos. Os meus e os da minha filha, além das contigencias quotidianas por que todos passamos, como o facto de termos que trabalhar afastados dos nossos filhos, é condicionado, de forma injustificada e moralmente criticável, pela necessidade da mãe em nenhum momento querer prescindir e/ou partilhar os 90% do tempo que a minha filha tem livre com ela, com o pai dela.
E neste momento lá foi a minha filha buscar a bisavó à estação de comboio.. mal cheguei a casa deu-me vontade de escrever isto. Sei quem lê, mas nada disso me preocupa.Etiquetas: alienação parental, direito da familia, filha, parentalidade |
posted by Mikasmokas @ 10/28/2008   |
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| sexta-feira, agosto 15, 2008 |
| Vivemos na era... |
onde na procura do Outro encontramos uma assimetria entre as expectativas de afecto e o retorno obtido (tal e qual uma economia dos afectos), onde muitos nós procuram compensar isso com a descendência biológica. De facto a mesma nada pede a não ser o nosso afecto e retribui-nos de igual modo.. pelo menos durante um certo período de tempo. Mas na essência estamos perante o deslocamento do objecto do verdadeiro afecto que pretendemos quando chegamos à vida adulta. Nada mais imoral, injusto e errado existe que não isto.... as consequências, inclusivé como bem estar espiritual colectivo, ainda estão para vir.
Etiquetas: afectos, expectativa, filha, filho, homem, modernidade, mulher, pais, parentalidade |
posted by Mikasmokas @ 8/15/2008   |
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| quarta-feira, janeiro 30, 2008 |
| Ser pai não é isto... |
Ser Pai (homem ou mulher) não é sentir (que é mais do que um mero discurso) que os nossos filhos são nossa propriedade, não é fazer da sua relação afectiva com os seus filhos uma competição com o outro progenitor, não é sentir e achar que tem poderes especiais sobre a criança porque se tem uma dada característica biológica (como parir), não é centrar toda a sua vida em função de filhos ao ponto de achar que todos os outros suportam a ausência do convívio com os mesmos e ele (o progenitor guardião) não, não é não é usar a força (que infelizmente ainda é conferida pela Lei e pelo sistema judicial) como forma de fazer valer a falta de argumentos, de clarividência, de Conhecimento e de verdadeiro interesse pelo bem estar da criança, não é achar que não só existe uma parte para tomar decisões e a outra parte deve ser alienada, pois a incapacidade de diálogo por falta de argumentação, conhecimento e reflexão é-lhe intrínseca, não é pensar e agir como se as pequenas coisas do quotidiano fossem muito importantes para um dos pais e nada importante para o outro, não é fantasiar de forma perjurativa em relação à vida do outro pai como forma de tentar legitimar o comportamento moralmente errado que se tem.... isto não é ser Pai! significa que a criança, o filho ou filha, crescem na ausência de um progenitor e no desconforto da convivência do outro, pois a tomada de consciência da existência de um lado e outro (como se de uma guerra se tratasse) e da necessidade de segurança com uma das partes, faz com que no intimo da criança a distância sobre as duas partes se materialize, tornando-a num adulto inseguro e com comportamentos disfuncionais. Até se pode viver com os 2 progenitores na mesma habitação e a criança criar distância entre os 2 progenitores manifestando em determinadas fases da vida, em especial aquando da reprodução de comportamentos associados à parentalidade, esse mesmo comportamento disfuncional que aprendeu a crescer com ele.... mais do que um problema jurídico, temos hoje um problema de saúde mental, onde a negação da vida em comunidade de forma mais harmoniosa torna-se numa estranha forma de vida....
Etiquetas: afectos, crianças, parentalidade, poder paternal |
posted by Mikasmokas @ 1/30/2008   |
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| quarta-feira, junho 06, 2007 |
| Um estudo sobre os efeitos do divorcio nas crianças |
Um estudo sobre os efeitos do divorcio nas crianças tendo como variáveis as condições sócio-económicas dos diferentes progenitores.. conclusões relevantes.
Parental Divorce and Children's Socio-economic Success: Conditional Effects of Parental Resources Prior to Divorce, and Gender of the Child Tamar Fischer
Erasmus University, Rotterdam, fischer@frg.eur.nl'//--> Both the level and allocation of pre-divorce parental and family resources may be impor tant predictors for the effects of divorce on child outcomes. This study estimates specific divorce effects on socio-economic outcomes of children in families having a different amount and allocation of both cultural and economic resources. In addition, this study tests whether general divorce effects differ between boys and girls. Data are used from the Family Sur vey Dutch Population 1998 (FSDP98) and the Family Sur vey Dutch Population 2000 (FSDP00) (De Graaf et al., 1998, 2000). The first conclusion was that a high level of paternal resources increases divorce effects on children's educational level and their occupational status. Moreover, a high level of maternal resources decreases the divorce effect. These findings suppor t the loss of resources theory. Finally, practically no differences in general divorce effects were found when boys and girls were compared. Key Words: education • occupation • parental divorce • parental resourcesEtiquetas: criança, divórcio, parentalidade, psicologia, sociologia da familia |
posted by Mikasmokas @ 6/06/2007   |
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