Reflexões de um Caracol à Beira da Estrada
Será a experiência estética a experiência do mundo.... o devir é um devir estético... ou será que devo atravessar a estrada?
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Ser pai não é isto...
Ser Pai (homem ou mulher) não é sentir (que é mais do que um mero discurso) que os nossos filhos são nossa propriedade, não é fazer da sua relação afectiva com os seus filhos uma competição com o outro progenitor, não é sentir e achar que tem poderes especiais sobre a criança porque se tem uma dada característica biológica (como parir), não é centrar toda a sua vida em função de filhos ao ponto de achar que todos os outros suportam a ausência do convívio com os mesmos e ele (o progenitor guardião) não, não é não é usar a força (que infelizmente ainda é conferida pela Lei e pelo sistema judicial) como forma de fazer valer a falta de argumentos, de clarividência, de Conhecimento e de verdadeiro interesse pelo bem estar da criança, não é achar que não só existe uma parte para tomar decisões e a outra parte deve ser alienada, pois a incapacidade de diálogo por falta de argumentação, conhecimento e reflexão é-lhe intrínseca, não é pensar e agir como se as pequenas coisas do quotidiano fossem muito importantes para um dos pais e nada importante para o outro, não é fantasiar de forma perjurativa em relação à vida do outro pai como forma de tentar legitimar o comportamento moralmente errado que se tem.... isto não é ser Pai! significa que a criança, o filho ou filha, crescem na ausência de um progenitor e no desconforto da convivência do outro, pois a tomada de consciência da existência de um lado e outro (como se de uma guerra se tratasse) e da necessidade de segurança com uma das partes, faz com que no intimo da criança a distância sobre as duas partes se materialize, tornando-a num adulto inseguro e com comportamentos disfuncionais.
Até se pode viver com os 2 progenitores na mesma habitação e a criança criar distância entre os 2 progenitores manifestando em determinadas fases da vida, em especial aquando da reprodução de comportamentos associados à parentalidade, esse mesmo comportamento disfuncional que aprendeu a crescer com ele.... mais do que um problema jurídico, temos hoje um problema de saúde mental, onde a negação da vida em comunidade de forma mais harmoniosa torna-se numa estranha forma de vida....

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posted by Mikasmokas @ 1/30/2008  
3 Comments:
  • At 19 fevereiro, 2008 11:41, Blogger nana said…

    " dizer que basta ter um filho para ser-se pai é tão ridículo como dizer que basta ter um piano para ser-se pianista "



    .....

     
  • At 19 fevereiro, 2008 13:31, Blogger Mikasmokas said…

    querer ser pianista e não deixarem que tu o sejas apenas porque não tens o sexo, a cor da pele, a classe social, etc, que de forma dominante está reflectida no sistema jurídico, é no mínimo injusto, triste e anti-humanista.
    E ser pai de certeza que não unicamente prover às necessidades básicas. A parentalidade positiva (ver o blog http://pais-para-sempre.blogspot.com) demonstra que o bem estar da criança é um conceito mais vasto do que isso.

     
  • At 19 fevereiro, 2008 23:36, Blogger nana said…

    pois...

    tem de se poder estar com o piano.

    senão como?


    ...


    pois.

     
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