Na quinta feira passada prestei provas públicas de defesa da minha dissertação de mestrado* intitulada Difusão da Música Portuguesa em Portugal. Foi-me dado pelo júri, onde estava o argumento João Teixeira Lopes, a classificação máxima por unanimidade. Foi um processo longo e um objecto de estudo complexo dada a sua constante mudança. Mas está finalizado.. daqui a uns tempos espero colocar-me novo desafio intelectual.
* Mestrado em Comunicação, Cultura e T.I. do ISCTE
A minha aventura por terras francesas (parte II e III)
Isto tem andado complicado por estes lados. Não tenho parado. Já estou em Bourges para o festival local, o Printemps de Bourges. Já vi algumas bandas que gostei muito e vou querer levar a Portugal. Bem, mas pormenores profissionais são segredo da actividade e por isso não é o que quero falar aqui...
Antes das pequenas diferenças culturais que observo entre os franceses, os seus comportamentos e aqueles de que eu faço parte, o dos portugueses: - as mesas dos restaurantes são uns 20 cm mais baixas que em Portugal, o que faz para pessoas altas como eu a necessidade de fazer um exercicio acrobático para não me sujar a comer; - as lojas geralmente têm as portas todas fechadas, mesmo estando todas abertas. O que para um português é estranho, porque dá a ideia de que está tudo fechado, pois nós estamos habituados a ver as portas das lojas abertas. Bem, aqui não acontece isso. Além de dar essa ideia de ausência de comercio numa rua, quando entramos numa loja dá uma ideia de intimidade e muito menos individualidade, como temos em Portugal. - a comida, brinquedos para crianças e tudo o resto é em média 1/3 mais caro que em Portugal - todos os táxis têm GPS, o que não deixa de ser engraçado, pois no passado todos os taxistas tinham o seu GPS na cabeça - a comida mais parece amostras do que a dose de cavalo que nós estamos habituados em Portugal.. mas enfim, come-se - em Paris há muitas bicicletas e motas, a própria cidade tem muitas bicicletas públicas que se paga para andar com elas (têm um pequeno parquimetro ao pé delas) - Paris é muito mais cosmopolita do que Bourges, vi muito mais magrebinos e curiosamente muitos japoneses do que aqui em Bourges, que é mais uma 'tradicional cidade francesa' - muitas raparigas andam de 'sabrinas' aqui, é tipo o calçado da moda, em comparação com o chinelo-dedo-de-fora das tugas - existe um número impressionante de raparigas com olhos azuis - os rapazes vestem-se melhor que os portugas :p
Um dos raros momentos em que o nosso Supremo Tribunal de Justiça mostrou ser mais liberal que a cultura dominante
Supremo atenua pedofilia, Correio Manhã de 29-05-2007
Uma violação aos 13 anos é menos grave do que aos sete. É este o entendimento do Supremo Tribunal de Justiça, que considera estar-se a valorizar excessivamente a pedofilia, aplicando-se penas demasiado altas a indivíduos condenados por abusos sexuais de menores.
A discussão já se inicializou e infelizmente por motivos vários não consegui participar nesta discussão desde inicio. De qualquer maneira há uma série de questões que não estão reflectidas na Resolução Política e que eu acho que a discussão tem que ser realizada, sob a pena de perdermos completamente a vanguarda na questão de um novo modelo cultural para Portugal.